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Câmara de Teresina aprova em segunda votação a subconcessão da Agespisa

O projeto agora seguirá para ser sancionado pelo prefeito da Capital, Firmino Filho (PSDB).

Foi aprovado, na sessão desta quarta-feira (18), na Câmara Municipal, em segunda votação, o projeto que trata sobre a subconcessão da Agespisa. Dos vereadores presentes, apenas cinco votaram contra a matéria: Paulo Roberto da Iluminação (PTB), Teresa Britto (PV), Inácio Carvalho (PP), Antonio José Lira (DEM) e Luís André (PPS). O projeto agora seguirá para ser sancionado pelo prefeito da Capital, Firmino Filho (PSDB).

Em tom de desabafo, Antonio José Lira não poupou críticas e afirmou que a Agespisa será doada. O parlamentar também alertou para o aumento das tarifas de esgoto e da água.

“Venceu o teatro. Eu chamei atenção dessa Casa e não foi de hoje. Não venderam, fizeram foi doar o nosso patrimônio. A Agespisa foi doada, vão acabar com a taxa social. A taxa de esgoto vai subir. O nosso patrimônio foi doado. Para se ter uma ideia, a ETA que foi recém construída na Santa Maria da Codipi, de acordo com os anexos quatro e cinco, vão pertencer a empresa vencedora. Então eu digo aqui que o tempo é o senhor da razão e vai dar resposta a tudo. Sabotaram a falta água em Teresina, fizeram a população ficar contra servidores da empresa e todo mundo sabe. O que prejudicou essa empresa foram sucessivas quadrilhas, gangues que se instalaram nessa empresa. Essa é a verdade”, desabafou José Lira.

Favorável ao projeto, o vereador Edilberto Borges, o Dudu do PT, disse que a instituição não tem mais condições de atender a demanda da população e assegurou que uma medida precisa ser adotada.

“Não podemos usar do artifício corporativista e deixar uma população a mercê do serviço que hoje é prestado. Nós somos quase um milhão de habitantes e estamos vendo o nosso rio Poti se acabando e um dos grandes motivos, é a falta de saneamento. Em pleno século XXI Teresina tem uma cobertura de 21% e o reclame da população em relação à falta de abastecimento é por toda cidade. Nós garantimos com o governador que a Agespisa não vai ser privatizada. Quem vai conduzir a prestação de serviço é um Instituto que é uma autarquia pública e que poderá ter convênio com a iniciativa privada para que venha melhorar o abastecimento de água. Não estou aqui questionando os rombos históricos que aconteceram na Agespisa, mas quem corta e quem liga água hoje em Teresina é a iniciativa privada”, disse o petista.
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