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Promotor de justiça investiga terreno negociado entre Firmino Filho e Júnior da Luauto

O procedimento preparatório foi instaurado no dia 11 de junho pelo promotor de Justiça Fernando Santos.

O promotor de Justiça Fernando Santos, da 44ª promotoria de Justiça, instaurou procedimento preparatório para investigar o prefeito Firmino Filho (PSDB) e o empresário Antonio Luis Ramos de Resende Júnior, conhecido “Júnior da Luauto”, na desapropriação do terreno de 20 hectares da Vila Palitolândia.

O terreno desapropriado por Firmino foi comprado, em 1999, por R$ 30 mil pelas empresas Hugo Prado Construtora e Negócios Imobiliários e Luauto Factoring Mercantil Ltda, de propriedade do empresário Júnior da Luauto. Cada um pagou R$ 15 mil. Misteriosamente, dez anos depois, em 2009, a empresa Hugo Prado vendeu sua parte ao empresário Júnior da Luauto por apenas R$ 5.000 (cinco mil reais), o que pode caracterizar valor inferior ao real de mercado que pode configurar dois crimes: Contra a Ordem Tributária (arts. 1º e 2º da Lei Federal nº 8.137/1990 e Crime de Falsidade Ideológica (art. 299, do Código Penal).
Imagem: ReproduçãoFirmino Filho(Imagem:Reprodução)Firmino Filho

Chama atenção o fato do terreno ter sido desapropriado por Firmino Filho no dia 10 de janeiro de 2013, dez dias após tomar posse como prefeito municipal, pelo valor de R$ 6.750.000,00 (seis milhões e setecentos e cinquenta mil reais).

O prefeito e o empresário também podem ser investigados por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores, crime tipificado na Lei n°9.613, de 03 de março de 2015. No entanto, até o momento, a procuradoria geral de Justiça ainda não determinou a instauração de inquérito policial.

Júnior da Luauto

Imagem: ReproduçãoEmpresário Júnior da Luauto(Imagem:Reprodução)Empresário Júnior da Luauto

Reportagem do GP1 revelou que o empresário Junior da Luauto tem muito prestigio junto ao prefeito Firmino Filho, já que no universo de centenas de indenizações por desapropriações que tramitam na Prefeitura Municipal de Teresina, algumas com mais de uma década – como é o caso da Vila da Paz, a desapropriação do terreno da Palitolândia II vem sendo paga religiosamente. Fimino Filho já pagou nada menos do que R$ 2.788.287,34 (dois milhões, setecentos e oitenta e oito mil, duzentos e oitenta e sete reais e trinta e quatro centavos) divididos em dois pagamentos, R$2.000.787,34 (dois milhões, setecentos e oitenta e sete reais) e R$787.500,00 (setecentos e oitenta e sete mil e quinhentos) do total de R$ 6.750.000,00 (seis milhões e setecentos e cinquenta mil reais).
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