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Gustavo Henrique denuncia pesquisa eleitoral por não constar seu nome

O pré-candidato a governador pelo Patriota explicou que uma pesquisa de intenções de votos contratada pelo União Brasil-PI não continha seu nome cenário estimulado.

Nesta terça-feira (31), o presidente do Patriota e pré-candidato ao Governo do Piauí, Gustavo Henrique, fez uma denúncia ao Viagora relatando que uma pesquisa eleitoral encomendada pelo partido União Brasil do Piauí de intenção de votos não continha seu nome no cenário estimulado para governador, nas eleições deste ano.

De acordo com o pré-candidato, Gustavo Henrique foi informado através de um eleitor que foi abordado nesse final de semana por um pesquisador para participar do levantamento. Ao ser questionado em quem votaria para governador, o entrevistado informou que disse o nome do representante do Patriota, mas foi comunicado que o pré-candidato não estava participando da pesquisa.

Foto: Luis Marcos/ ViagoraGustavo Henrique
Gustavo Henrique

“No sábado eu fui procurado por uma pessoa que conseguiu meu contato através das redes sociais, ele já havia tentado falar comigo pelo celular, eu não tinha visto a chamada e quando retornei a pessoa já havia mandado alguns áudios dizendo que foi abordado por uma empresa de nome Qualitativa, terceirizada pelo Paraná Pesquisas para fazer uma pesquisa com ele e o mesmo aceitou. Na primeira pergunta que o pesquisador que foi a espontânea, em quem você votaria para governador? Ele falou meu nome e ao dizer meu nome Gustavo Henrique o pesquisador disse a ele que eu não era pré-candidato e que não estava na pesquisa”, pontua.

Gustavo Henrique explicou que o homem questionou o pesquisador e afirmou que o presidente do Patriota é um pré-candidato oficial ao pleito. Após argumentação, a pessoa que representa o instituto de pesquisa acabou colocado o nome de Gustavo Henrique que também não estava no cenário estimulado.

“Ele então questionou afirmando ‘Como não? se ele já está falando de programas, projetos, está sendo noticiado, oficial, é presidente de um partido, então é um pré-candidato oficial’. Depois de muita insistência o pesquisador colocou na espontânea o meu nome, mas no quadro seguinte na estimulada só constava quatro pré-candidatos”, explica.

Conforme o presidente do Patriota, a pesquisa em questão foi solicitada pelo partido União Brasil do Piauí, que é presidido pelo pré-candidato Sílvio Mendes. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizado pelo Paraná Pesquisas que terceirizou a coleta de dados com a empresa Qualitativa. A pesquisa pode ser divulgada a partir do dia 01 de junho deste ano.

“Isso me chamou atenção e eu fui ao TSE verificar se tinha alguma pesquisa registrada rodando durante o final de semana, de fato eu constatei o Paraná Pesquisas foi contratado pelo União Brasil do Piauí, o partido do pré-candidato Sílvio Mendes, e esse instituto terceirizou a coleta de dados para essa empresa Qualitativa, então me causou espécime porque eu acho que é uma atitude antiética, embora a jurisprudência atual para a predominante diga que quem contrata a pesquisa diga como quer fazê-la, as perguntas, os questionamentos. Só que houve também uma mudança na legislação eleitoral criando oficialmente a figura do pré-candidato e como estamos em um ano de eleição para fazer pesquisas e divulgar precisa necessariamente serem registradas”, disse Gustavo Henrique.

O pré-candidato afirma que a pesquisa foi promovida de forma antiética, porque induziu o eleitorado piauiense a escolher somente os pré-candidatos que o contratante disponibilizou. Dessa forma, o levantamento suprimiu pré-candidatos, bem como não levou em conta o cenário real da disputa. O presidente do Patriota informou também que se o fato voltar a acontecer pretende judicializar o caso.

“Então eu acho que foi um apanhado de forma antiética, porque você pode sim colocar para o grande público, para os eleitores, uma concentração percentual por conta da inexistência dos outros pré-candidatos, então você praticamente coloca para o eleitor, impondo a ele que escolha somente entre aqueles que o contratante quer e isso está errado, é imoral, inclusive. Em uma próxima situação como essa eu vou judicializar. É verdadeiro o que foi apanhado? É, mas houve dentro dessa lógica uma possível manipulação porque suprimiu pré-candidatos a governador oficiais, já postos por partidos e que já são citados em outras pesquisas de outros institutos, então porque esse tipo de operação para criar um fato talvez publicitário, a maior pré-campanha, para que? Qual a intensão? É tirar do processo democrático, colocar uma venda nos olhos do eleitor, mascarar uma verdade? Porque para ser uma verdade plena, real, teria que fazer um levantamento com todos os nomes dos pré-candidatos já postos, isso sim seria uma avaliação honesta, séria, para qualquer tipo de planejamento estratégico eleitoral de quem quer que seja”, ressaltou.

Gustavo Henrique revelou ainda que o Patriota a nível nacional solicitou o nome dos pré-candidatos oficializados ao pleito no Piauí e o pré-candidato não omitiu nenhum nome que participa da disputa.

“O Patriota Nacional já me pediu os nomes dos pré-candidatos oficializados aqui no Piauí e eu encaminhei todos, porque vou suprimir nomes para criar artificialmente um cenário que não é o correto? Então estamos fazendo esse questionamento, denunciando e colocando como exemplo para que isso não ocorra mais na frente”, questiona.

Questionado se situações como a relatada, já indica o tom da futura campanha política, o pré-candidato a governador afirmou que não leva a disputa como uma brincadeira e que não é correto induzir o eleitor dessa forma.

“É muito estranho, é estranho. Eu estou participando do processo eleitoral porque meu partido quis, meus colegas quiseram, como eu disse a eles: ‘vou levar isso a sério’, isso não é brincadeira, você está tratando do destino de um estado, de pessoas, você não pode induzir e manipular dados para poder massificar uma situação que não existe, porque há outros pré-candidatos a governador oficiais já colocado por seus partidos que estão participando do certame, da pré-campanha praticamente, e da futura campanha, poderá haver desistência, porque são as convenções que definem, mas até lá existem outros nomes e eles precisavam ter sido colocados em um plano amostral, em uma pesquisa eleitoral quantitativa, de forma séria, correta Então não há como dizer que o União Brasil, em tese, seus pré-candidatos ou representantes, possam questionar instituto A, B ou C se estão fazendo pior, suprimindo nomes que estão postos de forma oficial”, complementa.

Confira o formulário da pesquisa aqui.

Outro lado

O Viagora procurou o Instituto Paraná Pesquisas para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não obtivemos resposta.

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