Advogado do ex-deputado Roberto Jefferson diz que ainda vai tentar incluir Lula no mensalão
Na véspera do julgamento, delator mandou mensagem sobre tratamento.
Após a primeira sessão do julgamento do mensalão nesta quinta-feira (2), o advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, disse ver uma brecha para retomar questões já rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu.
O assunto poderia ser levantado por uma nova questão de ordem, a exemplo do que ocorreu no início do julgamento, com um questionamento sobre a competência do STF para julgar réus sem foro privilegiado. A questão, proposta pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, foi aceita pelo ministro Ricardo Lewandowski, mas rejeitada por 9 votos a 2 após três horas e meia de discussão.
Para o advogado de Jefferson, a Procuradoria-Geral da República diz que o governo foi beneficiado com o esquema e que Lula representava o governo. De acordo com Barbosa, não houve contradição entre sua posição e a de Jefferson que, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", disse que Lula não teve participação do esquema. "Não tem nenhuma contradição. Lula representava o governo", disse.
Mensagens
Delator do mensalão, Jefferson passou o primeiro dia de julgamento sobre o caso internado no Hospital Samaritano, em Bota Fogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele foi diagnosticado com um tumor maligno no pâncreas e obteve licença médica para assistir ao julgamento do leito.
Barbosa disse que, como Jefferson não pode falar muito ao telefone, por conta do tratamento contra o câncer, eles trocam muitas mensagens. Ainda nesta quarta, véspera do julgamento, mandou uma mensagem para o defensor, após os exames.
"A biópsia deu carcinoma em primeiro grau, 90% de chances de cura. Mais uma luta que lutaremos", escreveu Jefferson. "Não nos entreguemos, a notícia é boa, logo comeremos um assado gaúcho", respondeu Barbosa. "Um vinho eu escolho e você paga", treplicou Jefferson.
O assunto poderia ser levantado por uma nova questão de ordem, a exemplo do que ocorreu no início do julgamento, com um questionamento sobre a competência do STF para julgar réus sem foro privilegiado. A questão, proposta pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, foi aceita pelo ministro Ricardo Lewandowski, mas rejeitada por 9 votos a 2 após três horas e meia de discussão.
Imagem: Cintia Acayaba/G1Clique para ampliar
Série de mensagens trocadas entre Jefferson e o advogado na véspera do julgamento do mensalão
Barbosa considerou que o ato de Lewandowski abre "precedente para que várias outras coisas que já foram apreciadas voltem". O advogado tentou incluir Lula como réu ao menos duas vezes. "Daí, vem a metáfora: como que manda processar os empregados e deixa os patrões de fora?", questionou Barbosa. Ele pretende questionar no plenário a ausência do ex-presidente.
Série de mensagens trocadas entre Jefferson e o advogado na véspera do julgamento do mensalão Para o advogado de Jefferson, a Procuradoria-Geral da República diz que o governo foi beneficiado com o esquema e que Lula representava o governo. De acordo com Barbosa, não houve contradição entre sua posição e a de Jefferson que, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", disse que Lula não teve participação do esquema. "Não tem nenhuma contradição. Lula representava o governo", disse.
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Delator do mensalão, Jefferson passou o primeiro dia de julgamento sobre o caso internado no Hospital Samaritano, em Bota Fogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele foi diagnosticado com um tumor maligno no pâncreas e obteve licença médica para assistir ao julgamento do leito.
Barbosa disse que, como Jefferson não pode falar muito ao telefone, por conta do tratamento contra o câncer, eles trocam muitas mensagens. Ainda nesta quarta, véspera do julgamento, mandou uma mensagem para o defensor, após os exames.
"A biópsia deu carcinoma em primeiro grau, 90% de chances de cura. Mais uma luta que lutaremos", escreveu Jefferson. "Não nos entreguemos, a notícia é boa, logo comeremos um assado gaúcho", respondeu Barbosa. "Um vinho eu escolho e você paga", treplicou Jefferson.
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