Suprema Corte adia julgamento sobre alegação final de delatado
O adiamento foi confirmado na noite de ontem (2), após o presidente do STF, Dias Toffoli, tomar conhecimento de que alguns ministros faltariam à sessão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou, sem prazo, a definição da tese que deve servir de parâmetro para os tribunais de todo o país sobre a ordem de apresentação de alegações finais em ações penais que envolvam réu delator. O julgamento, que tem implicação direta na Lava Jato, estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (3).
O adiamento foi informado na noite de ontem (2) pela assessoria de imprensa do Supremo, depois de o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, tomar conhecimento de que alguns dos ministros faltariam à sessão.
Devido à importância da questão para operações de grande repercussão, como a Lava Jato, Toffoli entendeu ser necessário o quórum completo para o estabelecimento da tese final, motivo pelo qual resolveu suspender a análise do tema nesta quinta.
Na sessão plenária de ontem (2), os ministros do Supremo decidiram, por 7 a 4, que os réus delatados têm o direito de apresentar suas alegações finais, última fase da ação penal antes da sentença, após as alegações finais de réus delatores, de modo a garantir o princípio constitucional da ampla de defesa, uma vez que os colaboradores possuem caráter de acusação, entendeu a maioria.
O novo entendimento já resultou na anulação de duas condenações da Lava Jato: a do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, aprovada em agosto na Segunda Turma, e a do ex-gerente da petroleira estatal Márcio de Almeida Ferreira, cuja anulação foi decidida na quarta (2) pelo plenário do Supremo. Ambos haviam sido obrigados a apresentar as alegações finais simultaneamente a seus delatores na primeira instância.
Ante a possibilidade de que a nova tese resulte na anulação de outras centenas de condenações por todo o país, incluindo dezenas da Lava Jato, os ministros concordaram em discutir limites para a decisão. Foi essa discussão sobre o alcance do novo entendimento que acabou adiada.
Entre as possibilidades está a de que o Supremo limite o alcance da decisão para beneficiar somente aqueles réus delatados que já pediram, ainda na primeira instância, que tivessem o direito de apresentar as alegações finais por último. Essa limitação foi sugerida no julgamento de ontem (2) por Toffoli.
Também é possível que os delatados sejam obrigados a demonstrar ter sofrido um prejuízo real ao não apresentar as alegações finais por último, conforme a visão de alguns ministros do Supremo. Contudo, ainda não foi definido prazo para o tema volte a ser discutido em plenário.
Com informações da Agência Brasil.
Supremo Tribunal Federal - STF
-
Anvisa determina recolhimento de lote da água mineral Crystal sem gás
A empresa determinou o recolhimento após constatar a contaminação pela bactéria Pseudomonas. -
Projeção industrial brasileira tem alta de 0,7% em abril de 2026, aponta IBGE
O IBGE destaca que a indústria está 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas registra 12,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. -
Mega-Sena vai sortear prêmio estimado em R$ 32 milhões na quinta-feira
Segundo informações da Caixa Econômica Federal, os números sorteados foram: 27, 30, 35, 40, 44 e 58. -
Petrobras ajusta preço do diesel para R$ 1,12 por litro comercializado
O ajuste nos preços de venda de óleo diesel vale a partir desta terça-feira (02). -
Declaração do IR pode passar a ser automática em dois ou três anos, diz ministro
No mês de março, o ministro já havia relatado esta possibilidade, após ter demandado à Receita Federal o desenvolvimento de um sistema automatizado.
E-mail
Messenger
Linkedin
Gmail
Tumblr
Imprimir