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Conta de energia deve ter bandeira verde até o fim do ano, diz ONS

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a expectativa é que as tarifas não sejam impactadas com acréscimos até o fim d e 2022.

Com o fim da bandeira de escassez hídrica cobrada na conta de luz, nesta segunda-feira (11), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou que a bandeira verde deverá valer até o fim deste ano de 2022. A medida entra em vigor a partir de 16 de abril, dessa forma, as tarifas não serão impactadas com acréscimos.

Conforme o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, o país deverá passar o ano de forma mais tranquila e segura, devido ao período chuvoso que impacta o país desde o fim do ano passado, além da situação atual dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

"Essa é a expectativa. Sudeste e Centro-Oeste terminam o período de chuvas no melhor nível desde 2012", afirma o gestor.

Para cobra as tarifas na conta de luz é levado em conta o sistema de bandeiras tarifárias que define o custo real da energia consumida. Porém, as usinas termelétricas podem ser acionadas caso não seja possível encontrar condições de geração de energia favoráveis, essa medida gera elevação dos custos aos consumidores. Em cada bandeira há uma cor, a verde representa que não há acréscimos na conta de luz, na amarela é cobrado um adicional de R$ 0,01874 para cada quilowatt-hora (kkWh), já a vermelha é dividida no patamar 1, onde ocorre acréscimo de R$ 0,03971 e no patamar 2, de R$ 0,09492.

Dessa forma, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou no ano passado a criação da bandeira de escassez hídrica, em que os consumidores tiveram um acréscimo na conta de luz de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos, a cobrança ficou vigente até setembro de 2021.

Segundo o Governo Federal, a nova bandeira foi instaurada devido a necessidade de compensar os custos da geração de energia que devido o período seco do ano passado, apontado como o pior em 91 anos, tornou o custo da conta de luz mais caro.

O diretor-geral do órgão ainda informou que a geração térmica deve ficar limitada as usinas inflexíveis, ou seja, aquelas que não podem ser interrompidas e possuem capacidade em torno de 4 mil MW (megawatts). Ainda conforme Ciocchi durante os momentos da crise hídrica mais difíceis de 2021, as térmicas respondiam por mais de 20 mil MW.

No Brasil cerca de 65% da geração de energia do país é advinda das hidrelétricas, já a matriz brasileira representa 9% do total, pois está passando por mudanças nos últimos anos e registrando crescimento de novas fontes renováveis, como a eólica.

Conforme o diretor-geral do órgão, a decisão do Governo Federal de contratar térmicas emergenciais no ano passado deve garantir até dezembro de 2025 reserva de energia necessário para uma recuperação a longo prazo.

"Na hora que tomamos a decisão, existia uma incerteza muito grande. Tínhamos duas escolhas: o arrependimento de contratar e o arrependimento de não contratar", explica Ciocchi.

Com informações de Agência Brasil

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