Geral

Governo analisa se vacinas estão sendo aplicadas nas pessoas certas

Segundo as análises a partir dos cruzamentos, foram identificadas cerca de 50.000 inconsistências, o que representa apenas 0,5% do total de 10 milhões de doses da vacina.
25/03/2021 13h13 - atualizado

O Governo Federal está avaliando, por meio da Controladoria-Geral da União (CGU), se as pessoas vacinadas no âmbito do Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 cumprem os requisitos dos grupos prioritários da campanha.

O objetivo é garantir que as vacinas cheguem corretamente aos grupos prioritários. De acordo com o governo, as análises, atualizadas regularmente, alcançam todos os registros de vacinados constantes no sistema de informações oficiais do Ministério da Saúde, o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

  • Foto: DivulgaçãoVacina contra coronavírusVacina contra coronavírus

Os dados do próprio SIPNI são analisados e também de cruzamentos com outras bases oficiais. Na primeira rodada, foram considerados os registros de vacinas aplicadas até o dia 10 de março de 2021, que somam mais de 10 milhões de doses aplicadas.

Resultados

Segundo as análises a partir dos cruzamentos, foram identificadas cerca de 50.000 inconsistências, o que representa apenas 0,5% do total de 10 milhões de doses consideradas no universo da análise. Há casos de vacinas aplicadas em pessoas que constam como falecidas no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) com datas de emissão da declaração de óbito anteriores ao início da vacinação.

Ainda de acordo com o SIPNI, também há pessoas que possuem três ou mais registros de vacinação, embora as vacinas utilizadas até o momento devam ser aplicadas em, no máximo, duas doses.

Em relação à vacinação de idosos, foram identificadas pessoas vacinadas como pertencentes a esse grupo prioritário, mas que, de acordo com informações do CPF, possuem menos de 60 anos. A análise também identificou cidadãos vacinados como profissionais da saúde que, a princípio, não trabalham na área e não estão lotados em unidades relacionadas diretamente à área da saúde.

O Governo Federal disse que as inconsistências serão discutidas junto ao Ministério da Saúde para a adoção de providências junto aos estados e municípios voltadas a evitar a ocorrência de novos desvios, bem como para o aprimoramento dos controles em relação à conformidade dos grupos prioritários.

A Controladoria Geral da União (CGU) destaca que a análise é feita por meio de cruzamento de dados de sistemas, sendo possível que situações, a priori indevidas, possam ser justificadas. A Controladoria também ressalta que todas as informações pessoais acessadas nessa fiscalização são protegidas por se tratar de informações sensíveis, relacionadas a dados de saúde das pessoas, o que impossibilita a divulgação da identidade dos vacinados de forma supostamente irregular.

Mais na Web