Piauí

Profissionais da rede estadual de saúde irão deflagrar greve no Piauí

A categoria reivindica o pagamento do adicional de insalubridade de 40% e melhor qualidade nos Equipamentos de Proteção individual fornecidos pela Sesapi.
24/06/2020 15h00 - atualizado

Nesta quinta-feira, 25 de junho, os profissionais da saúde da rede estadual do Piauí vão deflagrar greve e realizarão um protesto em frente ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), com passeata até o Palácio de Karnak, sede do Poder Executivo estadual.

A decisão de deflagrar greve foi tomada durante assembleia com membros do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde Pública do Piauí (Sindespi) com o Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi) na última sexta-feira, 19 de junho.

A categoria reivindica o pagamento do adicional de insalubridade de 40% e uma melhor qualidade nos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), durante a pandemia do novo coronavírus.

Os profissionais solicitam ainda o cumprimento da Lei Estadual 6.201/2012, que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos Profissionais de Saúde Pública da Administração. Erick Ricelley, presidente do Senatepi, afirmou que mesmo com decisão do desembargador Erivan Lopes, obrigando o Governo do Estado a cumprir a lei, até o momento não o fez.

Outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) se manifestou sobre a deflagração de greve pelos profissionais da rede estadual por meio de nota.

Confira a nota na íntegra:

O Governo do Estado lamenta a decisão do Sindicato dos Enfermeiros de deflagar uma greve em meio ao maior desafio de saúde pública dos últimos 100 anos. Tal decisão pode trazer prejuízos vitais para a sociedade. Ressaltamos que todos os profissionais estão com salários em dia, que o adicional de insalubridade é pago normalmente, conforme determina a legislação estadual, e que não há falta de EPIs em nenhuma unidade de saúde, não havendo, assim, motivos para paralisação. Ressaltamos ainda que, caso o movimento se concretize, o Governo irá tomar as medidas cabíveis por meio judicial e administrativo para garantir o atendimento pleno da população. 

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