Ex-assessor do promotor de justiça Maurício Verdejo é preso em Teresina

Conforme o MP, o ex-assessor foi levado para a Central de Flagrantes de Teresina para a execução dos procedimentos da audiência de custódia.

Nesta quinta-feira (12), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Piauí (MPPI), e a Polícia Civil do Piauí cumpriram mandado de prisão preventiva contra André Bispo, ex-assessor do promotor de Justiça Maurício Verdejo, após descumprimento da cautelar de monitoramento eletrônico à qual ele estava submetido.

Conforme o MP, o ex-assessor foi encaminhado à Central de Flagrantes de Teresina para a execução dos procedimentos da audiência de custódia.

O pedido de prisão foi apresentado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Piauí (PGJ-PI), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça Jurídica, ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI).

Foto: Divulgação/ MPPI
Cumprimento de mandado contra ex-assessor de promotor

André Bispo e o promotor de Justiça Maurício Verdejo foram denunciados pelo Ministério Público, em setembro de 2025, pelos crimes de concessão, prevaricação, tráfico de influência e supressão de documentos.

Nessa terça-feira (10), foi proferida a decisão judicial que determinou a prisão do acusado. A ação penal está em andamento e aguarda a fase de instrução.

Promotor é acusado de exigir propina para arquivar investigações criminais

De acordo com o órgão ministerial, os investigados teriam supostamente exigido propina de R$ 2 milhões a um empresário, que reside em Parnaíba, para arquivar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), que tramitava na 6ª Promotoria de Picos.

Consta na denúncia que foi criado um plano e executado para receber o dinheiro em duas parcelas, a primeira foi paga no valor de R$ 500 mil ao promotor de Justiça, em sua própria residência, no dia 02 de agosto deste ano em Teresina.

Segundo o Ministério Público, o pagamento da segunda parcela aconteceu no dia 07 de agosto deste ano, quando o empresário foi até a residência do promotor e pagou R$ 500 mil.

Logo depois, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do representante ministerial e encontrou parte da propina na cifra de R$ 896.000,00 (oitocentos e noventa e seis mil reais).

O restante da propina no valor de R$ 600 foi encontrado na residência do assessor ministerial, durante cumprimento a outro mandado de busca e apreensão. A polícia também localizou mais R$ 10 mil repassados para terceiros.

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