Ministério Público investiga vereador de Castelo do Piauí por acúmulo indevido de cargos

A apuração está sendo feita pelo promotor de Justiça Lucas Nonato da Silva Araújo.

O promotor de justiça Lucas Nonato da Silva Araújo converteu notícia de fato em inquérito civil para continuar investigando o vereador Jonas Soares (PT), da cidade de Castelo do Piauí, por suposto acúmulo de cargos e por receber remuneração sem a devida prestação de serviço. Também está sendo investigada uma filha do parlamentar, por suspeita de estar recebendo salário da prefeitura sem comparecer ao local de trabalho, configurando em suposta condição de "funcionária fantasma".

A investigação teve início ano passado após denúncia encaminhada para a Ouvidoria do Ministério Público onde relatou que o vereador, atualmente ocupando o cargo de secretário de Agricultura de Castelo do Piauí, teria tomado posse no cargo efetivo de motorista e estaria percebendo remuneração sem o efetivo exercício de suas funções. Além disso, foi informado também que sua filha, nome não foi revelado, ocupa cargo comissionado na prefeitura municipal e não comparece ao local de trabalho.

Diante da gravidade do caso e da necessidade de diligências para esclarecimentos dos fatos, a promotoria enviou ofício ao prefeito Júnior Abreu e ao secretário de Administração para que remeta os seguintes documentos: cópia integral da ficha funcional, ato de nomeação e posse e das fichas financeiras (comprovantes de pagamento) de Jonas Soares referentes aos anos de 2024 e 2025, discriminando os valores recebidos a título de motorista, secretário e/ou subsídio de vereador; cópia das folhas de frequência ou registros de ponto do referido servidor no cargo de motorista; cópia da ficha funcional, ato de nomeação e ficha financeira da filha do representado (nome a ser identificado pela municipalidade conforme os cargos ocupados por familiares do vereador), bem como seus respectivos controles de ponto.

Também foi solicitado da Câmara Municipal que informe sobre a situação funcional do referido vereador, especificando se há opção por subsídio e se há compatibilidade de horários declarada para o exercício de mandato eletivo simultaneamente com cargo público ou político.

Outro lado

OViagoraprocurou o parlamentar para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da reportagem ele não foi localizado. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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