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MP quer providências sobre espera por cirurgia neurológica no HGV

O procurador da república, Kelston Lages afirmou que as pessoas continuam morrendo nas filas do HGV esperando por atendimento.

Após instaurar um procedimento preparatório, o Ministério Público do Piauí (MPPI) constatou que pacientes e familiares do Hospital Getúlio Vargas (HGV) vem sofrendo e agonizando na espera pelo atendimento de neurocirurgia em filas do hospital, que de acordo com o MPPI possui capacidade para atender sozinho toda a demanda do estado do Piauí.

  • Foto: Street ViewHospital Getúlio VargasHospital Getúlio Vargas

O Governo do Piauí se comprometeu a enviar uma resposta sobre o fornecimento de cirurgiões neurologistas para fazer o sobreaviso do Hospital Universitário (HU), mas a Secretaria de Estado da Saúde informou durante uma audiência de conciliação ocorrida, nessa terça-feira (30), que o governo ainda não tinha dado uma resposta sobre a contratação, e que o fornecimento de cirurgiões será decidido somente após o quadro de profissionais do HU ser ampliado.

Um contrato havia sido firmado com o Hospital São Marcos na área de cirurgia neurológica para tentar diminuir a espera dos pacientes, mas o Ministério Público Estadual informou que apesar de ter requisitado, ainda não recebeu da Fundação Municipal de Saúde a cópia do contrato. Segundo o MPPI a contratualização de serviços com a rede privada ou com valores acima da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) exigem a convocação pública, o que ainda não ocorreu.

O Ministério Público Federal também acompanha o caso e de acordo com o Procurador da República Kelston Lages, o desentendimento entre a Secretaria de Estado da Saúde e da Procuradoria-Geral do Estado acabam agravando ainda mais o assunto que é urgente, pois pessoas continuam morrendo nas filas do HGV.

“Resolvemos solicitar à Justiça a intimação pessoal do governador para que ele possa tomar conhecimento dessa situação e expressar de vez qual a vontade real do Estado, pois são vidas que estão em jogo”, afirmou Keslton Lages. “Caso não haja acordo e as medidas não sejam adotadas, já pedimos à Justiça que aprecie, em caráter de urgência, a liminar solicitada na ação, sem prejuízo das investigações sobre esses fatos, nas esferas da improbidade administrativa e criminal, já em curso”, finalizou.

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