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Corte de energia traz prejuízos para lojistas do Shopping da Cidade de Teresina

O estabelecimento ficou aproximadamente 15h sem o fornecimento, por inadimplência do mês de abril.

  • Matheus Santos/ Viagora Fachada do Shopping da Cidade em Teresina 1 / 6 Fachada do Shopping da Cidade em Teresina
  • Matheus Santos/ Viagora Josefina Soares, vendedora da praça de alimentação 2 / 6 Josefina Soares, vendedora da praça de alimentação
  • Matheus Santos/ Viagora Luciana Carvalho, dona do Lu Lanches no Shopping da Cidade 3 / 6 Luciana Carvalho, dona do Lu Lanches no Shopping da Cidade
  • Matheus Santos/ Viagora Praça de Alimentação do Shopping da Cidade em Teresina 4 / 6 Praça de Alimentação do Shopping da Cidade em Teresina
  • Matheus Santos/ Viagora Matheus Victor, responsável por um Box de concerto de celulares 5 / 6 Matheus Victor, responsável por um Box de concerto de celulares
  • Matheus Santos/ Viagora Gerente Administrativo do Shopping da Cidade em Teresina, Denis Loré 6 / 6 Gerente Administrativo do Shopping da Cidade em Teresina, Denis Loré

Na última segunda-feira (30), o Shopping da Cidade de Teresina, teve a energia elétrica cortada por falta de pagamento. O estabelecimento ficou aproximadamente 15h sem o fornecimento, que retornou na terça-feira (31), mas causou diversos transtornos.

Através de nota, a empresa Equatorial Energia Piauí informou que o corte de energia aconteceu após um envio de notificação formal à administração do local, por inadimplência da fatura do mês de abril 

O Viagora esteve no Shopping da Cidade e convesou com alguns lojistas sobre o impacto e prejuízos causados pela interrupção do fornecimento de energia durante várias horas.

Josefina Soares, proprietária do Cantinho da Culinária, na praça de alimentação do estabelecimento relata ser constante as quedas de energia. “Já aconteceu de perder um frízer queimado por conta das quedas de energia. Sem energia não conseguimos trabalhar. Perdemos alimento, o material de comida por conta de não ter onde conservar. Aconteceu de o frízer descongelar e não termos onde colocar as bebidas", explicou a permissionária.

No mesmo setor do local, Luciana Carvalho, dona do Lú Lanches, retrata a dificuldade de se trabalhar na Praça de Alimentação durante um corte de energia. “Aqui em cima nós somos esquecidos. Se faltar energia, para elevador, escada rolante o que dificulta ainda mais o acesso a nossos estabelecimentos.”

A lojista também relatou sobre as despesas que tem no local. "Através da gente que se paga as contas de vigilância, limpeza e energia. Nós lojistas que arcamos com tudo, explicou a empreendedora.

O comerciante da área de eletrônicos e celulares, Matheus Victor fala que outras formas que propiciam a economia no consumo de energia poderiam estar sendo aproveitados no local. “O shopping possui até placas solares que deveria diminuir o valor da conta de energia e isso não está sendo aproveitado. Aqui na loja investimos em um maquinário que custa até 15 mil reais e se isso queimar quem que vai nos ressarcir?”, indaga o permissionário.

O gerente Administrativo do Shopping da Cidade, Dennis Loureiro falou sobre o assunto e ressaltou que o problema também foi ocasionado como consequência da pandemia. “Na época da pandemia nossa arrecadação aqui chegou quase a zero. Fizemos um acordo com a Equatorial Piauí para pagarmos nossa dívida e víamos pagando normalmente como todos em Teresina fazem, paga um talão e fica outro, todo mundo faz isso. Aqui é arrecado no dia 05 pra pagar as contas do decorrer do mês entendeu. Não condeno a Equatorial porque ela ta fazendo o trabalho dela, mas eu acho que ela deveria ter esperado até o dia 05.”, pondera o gestor.

Ainda sobre o caso, o representante do estabelecimento afirma: “Eu duvido se a Equatorial desliga uma cidade toda como essa que é Teresina, existe uma negociação, e aqui é como se fosse uma cidade, cada box aqui é como se fosse uma casa. A nossa conta é 90 mil reais. E nós vamos pagar. Aqui não se recebe ajuda de governo, prefeitura. Aqui nós trabalhamos somente com a arrecadação dos comodatários. A outra conta é de 70 mil reais que o talão ainda nem venceu. Então eu acho que a Equatorial poderia ter esperado.”

Por Isadora Cavalcante

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