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Casa de Ciro Nogueira é alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal

"O Senador se colocou à disposição, ofereceu seus sigilos, prestou depoimento. Infelizmente no Brasil de hoje os atos invasivos passam a ser a regra", disse o advogado de Ciro Nogueira.

A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (14), mandados de busca e apreensão nas casas dos senadores Ciro Nogueira e Fernando Collor.

O ex-presidente Fernando Collor foi citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Ele também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu depoimento à Justiça.

Outro citado por Pessoa foi Ciro Nogueira, que é presidente nacional do PP.
Imagem: ReproduçãoCiro Nogueira(Imagem:Reprodução)Ciro Nogueira

O empreiteiro afirma ter pago R$ 20 milhões a Collor entre 2010 e 2012 em troca da influência do senador em negócios com a BR Distribuidora e R$ 2 milhões a Nogueira.

A operação é chamada pela Polícia Federal de Politeia. Segundo a polícia, a Politeia tem 53 mandados de busca e apreensão para cumprir, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal dentro de seis processos instaurados a partir de provas obtidas na operação Lava Jato.

Politeia é o nome dado pelo filósofo ateniense Platão (428/27 a.C.-348/47 a.C.) à ideia de uma cidade em que as virtudes éticas deveriam imperar sobre a corrupção, como citado em seu clássico "A República".

Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

Os 53 mandados são para buscas e apreensões no Distrito Federal (12), e nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

Em entrevista a Folha de São Paulo, o advogado se Ciro, Antonio Carlos de Almeida Castro disse que a busca era desnecessária.

"O Senador se colocou à disposição, ofereceu seus sigilos, prestou depoimento. Infelizmente no Brasil de hoje os atos invasivos passam a ser a regra", disse.
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Willame Moraes

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