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"Vai causar um transtorno interno no PT", diz Dudu sobre federação do PT

O parlamentar afirmou ao Viagora que o PT analisa compor federação com quatro partidos e que essa ação poderá ter consequências no âmbito nacional e estadual.

O vereador Dudu Borges (PT) falou sobre a ampla federação partidária do Partido dos Trabalhadores que ainda está em discussão e afirmou que pode causar um transtorno interno na sigla.

O parlamentar afirmou ao Viagora que o PT analisa compor federação com quatro partidos e que essa ação poderá ter consequências no âmbito nacional e estadual.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraVereador DuduVereador Dudu

“No campo político ainda há indefinição em relação, por exemplo, as federações. O PT discute uma ampla federação com quatro partidos, ainda não se chegou ao final dessas discussões depois que federalizar lá em cima terão consequências aqui em baixo”, afirma o vereador.

Dudu Borges explica que a federação com quatro partidos permite uma estabilidade para os correligionários devido a união política das siglas, contudo eles deverão permanecer juntos pelo período de quatro anos.

“A diferença dela para coligação é que ela enquadra os partidos por quatro anos, ela dá uma estabilidade maior para quem compõe a federação lá no congresso. Por exemplo, se hoje federalizasse PT, PV, PCdoB, PSB teriam hoje 114 deputados, dando exemplo como se fosse hoje. Esses 114 deputados não podem votar fora do plano dele, da federação. Vamos supor que esse bloco lá na frente, agora em 2022, eleja 150 deputados federais, esses quatro partidos juntos, é um bloco que da sustentabilidade, que dá governabilidade e eles são obrigados a marchar juntos, diferente da coligação que depois da eleição você simplesmente desfaz a coligação”, explica o parlamentar

O vereador ressalta ainda que “com a federação têm esse cunho mais democrático, ela força mais os partidos a marcharem juntos por quatro anos e ela é vertical. Se federalizar lá em cima, está federalizado de cima a baixo, então isso influi nos outros estados e nas composições estaduais por isso que ela é mais arrojada”, declara.

Para Dudu Borges a ampla federação partidária que ainda está em discussão pelo PT não é taticamente boa para o partido. O parlamentar afirmou ainda que a chapa proporcional da sigla já está montada.

“Se você me disse ‘Dudu estrategicamente para o PT é bom?’, é sim, estrategicamente é bom, agora se me perguntar ‘Dudu taticamente, o que você acha?’, eu sou contra. A estratégia de ter um grupo lá na frente eu sou favorável, agora a tática eleitoral, por exemplo no Piauí, é óbvio que hoje o Piauí nós temos uma chapa proporcional montada, que já têm 20 candidatos homens, cinco candidaturas de mulheres, a federação passando, nós vamos ter problema, vai ter que tirar candidatura”, destaca.

O vereador ressaltou que a federação partidária poderá causar um transtorno interno no PT devido a estratégia política nacional que implica na regional.

“Vai causar um transtorno interno no PT, isso é óbvio, do ponto de vista da estratégia nacional, volto a dizer, ela traz essa segurança. Vou dar um exemplo bem clássico, o PL era um partido base do nosso governo no Piauí com toda sua estratégia já traçada, com a chapa forte estadual e federal, quando o Bolsonaro foi para o PL, aqui no Piauí passou a ser um partido que vai ficar na oposição e desarranjou toda a sua tática e estratégia eleitoral no estado. O PV é oposição, todos estavam discutindo inclusive com o senador Ciro Nogueira, se passar a federação para o PV aqui passa a ser base, então só estou dando esses exemplos para explicar que uma coisa é a estratégia nacional, outra coisa é a tática eleitoral local”, complementa o vereador.

Situação do PL na base do governo

O vereador Dudu Borges também falou sobre a situação do Partido Liberal que após a filiação do presidente da República Jair Bolsonaro, deve compor a oposição no estado.

Para o parlamentar o PL está fora das discussões do PT, pois ele acredita que o partido têm uma identidade nacional.

“Na minha opinião, não a do partido, é a do Dudu, além de vereador da capita, fundador desse partido e dirigente, o PL é um partido que está fora da nossa discussão, na minha opinião. Aquela história de dizer que o PL ainda vai por resolução autorizar os estados a fazerem coligações diferentes, isso é uma falácia, o partido não é municipal, nem estadual, ele é nacional, a cara partidária não se dá no município, se dá por uma identidade nacional”, explica.

Questionado quanto a sobre a possibilidade do PL permanecer na base do governo estadual o vereador declarou que o partido deve ficar fora desse cenário político.

“Na minha opinião é zero possibilidade, e se dissesse ‘Dudu seu voto é decisivo: o PL está ou não na base?’ eu digo que está fora. Os lideres do PL hoje são todos da base de governo, pessoas que tem ajudado ao Piauí, não é ao PT, mas ao Piauí, grandes lideranças que com certeza terão outras agremiações políticas para migrar, mas o partido em si, para mim está resolvido”, finaliza.

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