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"É enganação", diz Wellington Dias sobre limite do ICMS

O ex-governador se mostrou contrário ao Projeto de Lei que estabelece um limite de 17% no ICMS, pois a medida não reduzirá o preço dos combustíveis.

Nessa sexta-feira (27), o ex-governador do Piauí e pré-candidato ao senado, Wellington Dias declarou que a solução para controlar o aumento do preço dos combustíveis é a criação de um fundo para estabilização dos valores.

O ex-gestor se mostrou contrário ao Projeto de Lei que estabelece um limite de 17% no ICMS e afirmou que será uma mentira contada ao povo, pois a medida não reduzirá o preço dos combustíveis.

De acordo com Wellington Dias, o congelamento do imposto sobre os combustíveis não foi uma medida eficaz, pois os preços ainda continuaram subindo. O ex-governador destaca que é necessários ações com o objetivo de conter a inflação e o câmbio.

Foto: Matheus Santos/ ViagoraEx-governador Wellington Dias recebe a honraria de amigo do 25° Batalhão de Caçadores
Ex-governador Wellington Dias recebe a honraria de amigo do 25° Batalhão de Caçadores
“Se tirar todo o ICMS, o óleo diesel você tira algo como 75 centavos do Piauí que está congelado desde primeiro de novembro e nós temos reajuste constantes lá atrás se tirou a cide já tinha mais ou menos 45 centavos e o combustível que era R$ 4 reais o litro de gasolina passou para R$ 6 reais, depois fez-se esse congelamento em relação ao ICMS, o combustível que era R$ 6 reais passou para R$ 8 reais, se não houver medidas para conter a inflação e o câmbio, além de garantir que se tenha enquanto isso um fundo para estabilização dos preços esse sim dá impacto”, pontua.

Wellington Dias afirma que mediante a aprovação de um fundo de estabilização dos preços o novo valor do litro de gasolina seria em torno de R$ 6,30, segundo o ex-governador, um cenário melhor do que o vivido atualmente pelos brasileiros.

“Se já tivéssemos implantado o fundo de estabilização que ficou parado no senado nós teríamos hoje o litro em torno de R$ 6,30, é cara? É, mas bem melhor do que os R$ 8,50 onde estamos hoje. Então quer mesmo resolver a situação do combustível, da energia? O caminho é fundo de estabilização fora disso é enganação, nós estamos falando de tirar 21 bilhões de reais da educação, porque 25% é do dinheiro é da educação, retirar 10 a 11 bilhões da saúde, porque 12% do Estados e 15% do municípios é dinheiro da saúde, tirar dinheiro que hoje é utilizado para pagar folha de pagamento dos Estados e municípios para pagar o custeio que faz funcionar os hospitais, os quarteis, as companhias, as áreas sociais, funcionar a máquina pública que presta serviços à população e retirar também dinheiro dos investimentos, então cerca de 41 bilhões estão tirando dessas áreas isso vai desmantelar”, ressalta.

O ex-governador ressaltou que o senador Rodrigo Pacheco aceitou dialogar com os membros do Fórum dos Governadores e da Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e Distrito Federal) em reunião nesta próxima segunda-feira (30).

“O lado positivo o senador Rodrigo Pacheco estava em Brasília ontem aceitou e vai abrir diálogo na próxima segunda-feira, acho que é um bom sinal. Teremos solução para o preço dos combustíveis, de energia, de comunicação, e também de alimentos, medicamento e outras áreas. Digo que a solução está na reforma tributária que está parada lá no congresso, eu não entendo como é que tem a solução aqui e se busca o caminho da enganação, mas o que tem hoje é colocado de uma forma que é mentira, é enganação do jeito que enganaram os caminhoneiros lá atrás dizendo que se tirasse a cide o preço dos combustíveis seria baixado e o combustível subiu. Enganaram agora em novembro novamente dizendo que se congelassem o ICMS e após congelarem o preço continuou subindo e estão querendo enganar de novo, então eu acho que é hora de ter uma forte reação porque estamos falando de uma coisa séria, o país está à beira de um abismo, a situação que estamos hoje é grave”, explica.

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