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Regina critica fala de Ministro após assédio de brasileiros na Copa

A senadora considerou um absurdo o ministro do Turismo ter dito que "não morreu ninguém" e que não era necessária tanta confusão.

A senadora Regina Sousa (PT-PI) afirmou que o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, perdeu a oportunidade de ficar calado ao minimizar o assédio de brasileiros a russas durante a Copa do Mundo de futebol. Em discurso no Plenário nessa quarta-feira (27) no Senado Federal, ela considerou um absurdo o ministro ter dito que "não morreu ninguém" e que não era necessária tanta confusão.

  • Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoRegina Sousa (PT).Regina Sousa (PT).

“O senhor está na Rússia para promover o turismo brasileiro, levou uma equipe imensa e diz isso? Está convidando os russos e outros turistas estrangeiros a assediar mulheres? O ministro deveria pedir desculpas às mulheres brasileiras, pois foi machista e constrangedor. Acho que se tivesse bom senso, ele pediria demissão, pois é impossível que uma pessoa que deve ter mãe, filha ou irmã aceite o que aconteceu”, opinou.

A senadora chamou atenção também para o fato de os feminicídios, em geral, começarem com assédio, deboche, xingamento e depois, agressão e morte.

  • Foto: Roberto Castro/MturMinistro do Turismo, Vinicius Lummertz.Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

Vinicius Lummertz está em Moscou em uma ação da Embratur. Ele acredita que a repercussão foi maior no Brasil porque o país vive uma era de intolerância e que os erros das pessoas não são mais perdoados.

“Aqui existe um outro nível de tolerância com a falha humana. Perdemos totalmente a tolerância com a falha humana no Brasil. Nós estamos em uma era, no Brasil, em que agimos como se as pessoas fossem obrigadas todas a serem perfeitas e ninguém pudesse cometer erros, o que é uma grande mentira”, disse o ministro.

Solidariedade

A senadora também demonstrou solidariedade à pré-candidata à Presidência da República, Manuela d'Ávila (PCdoB), que, segundo ele, foi interrompida insistentemente pelos jornalistas durante uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

“Foram 52 interrupções. Ainda bem que é uma mulher valente e saiu-se bem. Mas foi algo terrível. Aquilo não é o bom jornalismo e não se viu aquilo com outros candidatos que passaram por lá”, lamentou.

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