Gilberto Gil fala pela primeira vez após morte de Preta Gil e relembra legado da filha
Em entrevista ao Fantástico, cantor falou sobre amor, dor e a força de Preta na luta contra o câncer
Nesse Dia dos Pais (10), Gilberto Gil concedeu sua primeira entrevista desde a morte de sua filha, Preta Gil, em 20 de julho, aos 50 anos, vítima de câncer no intestino. Em conversa com a jornalista Poliana Abritta, exibida pelo Fantástico, da TV Globo, o cantor e compositor falou sobre a dor da perda, a saudade, o carinho do público e o legado deixado pela artista.
“Estamos tristes, naturalmente tristes, ainda tendo que nos acostumar com a falta”, disse Gil, visivelmente emocionado. Ele descreveu Preta como “muito cheia de vida, intensa no sentido afetivo.” e destacou que, apesar de seu espírito vibrante, ela enfrentou “um sofrimento prolongado” durante quase dois anos de tratamento.

A entrevista, gravada na sala de seu apartamento em Copacabana, Zona Sul do Rio, trouxe lembranças da filha que Gil chamou de “a mais espevitada de todos os filhos”. Ele contou que Preta sempre demonstrou generosidade e entusiasmo pela vida, buscando que ela fosse “melhor para todos”.
Gil também recordou os três anos de luta de Preta contra a doença, período que incluiu cirurgias, exames e, por fim, um tratamento nos Estados Unidos. “Essa luta da Preta pela vida não só nos comovia como nos chamava para a responsabilidade. Os tempos nos Estados Unidos foram para cercá-la do maior conforto possível. Ela ir para lá continuar a luta pela vida era uma coisa que nos pertencia”, afirmou.
O cantor disse que o carinho do público durante o velório, realizado em 25 de julho, trouxe algum alívio: “Tem um lado de bálsamo, algo que conforta um pouco. Ajuda a resistir à dor da perda”. Ele também relembrou a morte do filho Pedro, em 1990, aos 19 anos: “Às vezes, os velhos têm a impressão de que os filhos vão enterrá-los. Mas às vezes, não”.
O programa exibiu imagens do arquivo pessoal da família, incluindo momentos de Preta na infância e sua última apresentação ao lado do pai, durante a turnê Tempo Rei, em São Paulo, quando pai e filha cantaram juntos “Drão”, em um show.
Sobre o legado da filha, Gil destacou: “Ela viveu uma vida que nos ensinou muitas coisas, que indica escolhas a serem feitas, valores a serem cultivados. Era uma entusiasta de viver para que a vida seja melhor, para ela e para todos. É o que fica dela, além da saudade”.
Com informações do site: g1.globo
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