Polícia

Amigo íntimo foi mentor da morte do jornalista Elson Feitosa

O crime foi arquitetado e imagens de circuito de monitoramento ajudaram na identificação dos suspeitos.
    14/10/2015 15h10

    A Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Homicídios divulgou, nesta quarta-feira (14), a conclusão do inquérito sobre a morte do jornalista Elson Feitosa, encontrado com parte do corpo queimado, no último dia 03 de outubro no povoado Aprazível, em José de Freitas.
    Em entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira (14), o delegado Danúbio Dias relatou como ocorreu o crime.

    Três pessoas foram presas suspeitas de participar do homicídio. Imagens dos circuitos de monitoramento interno de um supermercado e de um posto de gasolina, auxiliaram na identificação dos suspeitos. Pelo menos um deles, tinha relação de amizade com o jornalista.






    Madson Pereira Costa, 20 anos, era amigo pessoal de Elson e considerado mentor do crime de latrocínio. Ele foi preso na cidade de Grajaú (MA). Mádson confessou o crime e indicou os nomes dos comparsas: José Carlos Pacheco de Araújo, 24 anos, e Mizael da Conceição Silva, 19 anos.

    Uma foto cedida por uma testemunha, fez com que a polícia chegasse até Mádson. “Essa testemunha conversou com o Elson, dias antes do crime e foi convidada para um encontro com o Madson, que era amigo em comum deles. Com essa foto foi tirada pela própria vítima e enviada para a testemunha, através de uma rede social”, informou o delegado Danúbio Dias, responsável pela investigação.


    Crime arquitetado

    Na noite anterior ao crime, Mádson marcou um encontro com Elson, em uma casa alugada pelo tio. No dia seguinte, os três suspeitos já estavam no local esperando a vítima. Por volta das 20h, o jornalista chegou à residência, em veículo próprio.

    Ao entrar na residência, Elson foi atingido com uma paulada na cabeça. Desacordado, o jornalista foi levado pelos criminosos até o local onde o corpo foi encontrado, transportado no porta-malas do veículo.

    Chegando ao matagal, os criminosos atearam fogo no corpo do jornalista. “Eles compraram gasolina, transportaram em garrafas pet, até o local onde atearam fogo”, relatou o delegado.

    Sabendo que o veículo e os cartões de crédito da vítima teriam sido roubados, a polícia fez um monitoramento das atividades e constatou que os cartões teriam sido usados na manhã do sábado (03).

    Em um supermercado, onde foram cedidas as imagens do circuito de monitoramento, os três tentaram comprar relógios e óculos, no valor de quatro mil reais. A tentativa de compra nesse, despertou suspeita da equipe de segurança do estabelecimento.

    As imagens dos três, tentando abastecer o carro, em um posto de gasolina, próximo ao supermercado, confirmaram a identidade dos acusados.

    O veículo da vítima, um gol prata, ano 2007, foi localizado estacionado no mesmo supermercado onde foram captadas as imagens de segurança.



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