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Após falhas no currículo, Decotelli deixa Ministério da Educação

A carta de demissão foi entregue nesta terça-feira (30), ao presidente da República Jair Bolsonaro.
30/06/2020 15h45 - atualizado

O então nomeado ministro da Educação, Carlos Decotelli, entregou nesta terça-feira (30), carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro após apresentar incoerências no currículo profissional.

Bolsonaro havia nomeado Carlos Decotelli para o Ministério da Educação (MEC) ,na última quinta-feira (25), porém o ministro não chegou a tomar posse.

No anúncio da nomeação de Decotelli, o presidente citou algumas qualificações profissionais do futuro ministro, que logo foram desmentidas por algumas instituições.

No currículo de Carlos Decotelli constava que ele era Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina, mas logo o reitor da instituição se posicionou afirmando que Decotelli não tinha obtido o título citado.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também negou que Decotelli tenha sido professor de qualquer das escolas da fundação, sendo que no currículo consta que ele teria sido docente da FGV entre os anos de 2001 e 2018.

Segundo informações, Carlos Decotelli teve a nomeação articulada pelos ministros militares do Planalto. Decotelli chegou a alterar o próprio currículo na plataforma Lattes após as contestações.

Outro ponto questionado diz respeito a um suposto plágio que Decotelli teria cometido na dissertação da conclusão do curso de mestrado.

Carlos Decotelli diz  que não defendeu a tese de doutorado na Universidade de Rosário, mas que teria concluído os créditos do curso, além de ter explicado que a pesquisa de conclusão na Universidade de Wuppertal está registrada em cartório em uma cidade alemã.

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