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CoronaVac tem eficácia geral de 50,38%, diz Instituto Butantan

Segundo a OMS e a Anvisa, para que uma vacina seja utilizada no programa de imunização, ela deve apresentar na eficácia de no mínimo 50%.
12/01/2021 15h49 - atualizado

Nesta terça-feira (12), o Instituto Butantan informou que a vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica Sinovac, possui eficácia geral de 50,38%, o que representa que a imunizante foi capaz de prevenir a contaminação pela Covid-19 neste percentual entre os voluntários durante os ensaios clínicos de fase 3.

 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que uma vacina seja utilizada no programa de imunização, ela deve apresentar eficácia de no mínimo 50%, levando em consideração a urgência de quadros graves da pandemia da Covid-19.

A eficácia de geral de 50,38% apresentada hoje pelo Butantna era cobrada pela comunidade científica, já que o instituto só havia apresentado os chamados desfechos secundários, que mostravam uma eficácia de 78% a 100% na prevenção de quadros graves e moderados da doença.

O percentual de eficácia é calculado a partir da análise de pessoas que contraíram a Covid-19 no grupo que recebeu a vacina em comparação com os voluntários que tomaram placebo. Segundo o diretor médico de pesquisas clínicas do Butantan, Ricardo Palacios, o percentual abaixo de outras vacinas ocorreu devido os testes no Brasil terem sido realizados apenas em profissionais da saúde, que estavam na linha de frente no combate à doença.

"Isto não é a vida real exatamente, não é o que acontece na comunidade, o que acontece entre nós. É um teste artificial no qual selecionamentos aquela população em que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta", disse o diretor.

Ainda segundo o diretor médico de pesquisas clínicas do Butantan, a expectativa é que a vacina terá uma ação melhor na população. Os resultados foram obtidos a partir da análise de dados de 9.252 voluntários. Destes, 4.653 tomaram a vacina e outros 4.599 receberam placebo. No grupo da vacina, ocorreram 85 casos de covid-19 (11,74%). O grupo placebo registrou 167 pessoas com covid-19 (23,64%).

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