Piauí

"É injusta", diz advogado sobre expulsão de Allisson Wattson da PM

O Tribunal de Justiça do Piauí decidiu hoje (04) pela expulsão do capitão Allisson Wattson dos quadros da Polícia Militar do Estado.
04/02/2019 17h05 - atualizado

O Tribunal de Justiça do Piauí decidiu hoje (04) pela expulsão do capitão Allisson Wattson dos quadros da Polícia Militar do Estado. O réu responde processo pelo assassinato da estudante Camila Abreu. O advogado do PM, Pitágoras Veloso, disse ao Viagora que essa decisão é “injusta” e “indigna”.

  • Foto: ViagoraO Advgado de Defesa de Allison Wattson, Pitágoras VelosoO advogado de defesa de Allison Wattson, Pitágoras Veloso.

Pitágoras informa que há outro caso parecido com esse com decisão favorável ao réu e que poderia ser usada como parâmetro no caso de Allison Wattson. “É uma decisão injusta. É um decisão que violou os princípios constitucionais. É uma decisão injusta, indigna, porque eles já decidiram em outro caso semelhante só que com pessoas diferentes”, disse.

  • Foto: DivulgaçãoCamilla Abreu e namorado Alisson Wattson.Camilla Abreu e Alisson Wattson.

Segundo o advogado, Allisson somente poderia deixar a Polícia Militar depois que não houvesse mais recursos contra as decisões. “Um militar que comete um crime, seja qual for, só pode perder a farda depois de uma sentença transitada em julgado. É a lei que diz isso, não sou eu não. Julgam conforme a maré. Por que? Porque o outro não teve repercussão, não tem a mídia”, opinou.

A defesa reclama de publicações da imprensa no sentido que o PM confessou ter matado Camila Abreu. “Ele não é réu confesso. Ele diz que o tiro foi acidental. É diferente de ele dizer ‘eu matei’”, contesta.

Pitágoras acrescentou que vai protocolar todos os recursos cabíveis. “Vou levar isso para o STJ, vou levar isso para o Supremo Tribunal Federal e depois o governador que vai decidir se ele vai perder ou não”.

Questionado se Allisson Wattson será transferido para presídio comum, o advogado afirma que não. “Ele não vai para presídio comum. Enquanto isso ele continua como militar”.

O caso

Camilla Abreu estava desaparecida desde o dia 25 de outubro de 2017. No dia 31 do mesmo mês, seu corpo foi encontrado pela Delegacia de Homicídios, e o seu então namorado foi preso. De acordo com o inquérito policial, o capitão foi o responsável pelo assassinato da estudante. O crime teria sido motivado por ciúmes e realizado por meio que dificultou a defesa da vítima. Apesar de não exercer mais o cargo de policial militar, Alisson Wattson ainda continuava recebendo remuneração. Ele encontra-se preso atualmente.

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