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"Estamos vendo outras empresas de fora", diz Robert sobre transporte

O vice-prefeito de Teresina falou na manhã desta quinta-feira (28), sobre a crise do transporte na capital.

Em visita às obras da galeria da zona Leste de Teresina, na manhã desta quinta-feira, 28 de outubro, o vice-prefeito da capital e secretário de finanças, Robert Rios falou sobre a situação do transporte público de Teresina e sobre a greve da categoria deflagrada hoje.

De acordo com o secretário, existem diversos outros motoristas precisando de emprego e que por incapacidade de gerenciamento das empresas atuais a prefeitura já está em conversação com outras instituições de fora do estado para assumirem a gestão do transporte público metropolitano.

“Se nesse momento que está faltando emprego para motoristas eles estão ameaçando fazer greve, imagine quando tiver o pleno emprego. Isso mostra que as empresas do Piauí e de Teresina não têm capacidade mais de gerenciamento. Se não tem capacidade mais de gerenciamento nós já estamos vendo outras empresas de fora. Conversei ontem com o SETUT, mostrei empresas de fora interessadas em virem para Teresina. Eles me prometeram virem para cá em tempo recorde, pois as empresas daqui perderam a capacidade de administrarem o setor”, pontuou.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraVice prefeito de Teresina Robert RiosVice-prefeito de Teresina, Robert Rios

O secretário relatou ainda que não entende por que os motoristas e cobradores do transporte coletivo estão fazendo greve em plena crise pandêmica e com pessoas necessitando de emprego.

“Greve se faz, mostrando a sua força, é quando está em pleno emprego. Todas as empresas estão pagando seus funcionários. A prefeitura não está se preocupando com o pagamento das empresas com seus empregados. Estamos preocupados é que a população de Teresina esteja bem assistida. O problema é a população chegar na parada de ônibus e não encontrarem o transporte. Essa é a preocupação”, disse o vice-prefeito.

Ainda segundo o secretário municipal, caso tudo esteja funcionando de forma regular, com ônibus circulando e atendendo a população, não haverá motivo de rompimento com o setor rodoviário.

"Se não tiver motivo para a prefeitura intervir, nós não o faremos. Já conversamos com grandes empresas de fora e em poucos dias uma nova empresa já tem condição de colocar em circulação 200 ônibus novos na capital", disse.

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