Polícia

Funcionários da Eletrobras paralisam atividades por três dias

O movimento começa nesta segunda-feira, em protesto contra a privatização da empresa.
GABRIEL SOARES
DE TERESINA
11/06/2018 10h25 - atualizado

Os trabalhadores do Sistema Eletrobras paralisam as atividades a partir desta segunda-feira (11), em protesto contra a privatização da Estatal. O movimento segue até a quarta-feira (13). Os serviços essenciais serão mantidos pelos funcionários

Conforme a Agência Brasil, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) informou que a adesão ao movimento seja feita por 24 mil funcionários do sistema Eletrobras.

  • Foto: DivulgaçãoEquipes Eletrobras.Equipes Eletrobras.

De acordo com a Federação Nacional dos Urbanitários, que reúne os servidores da Eletrobras, o movimento deve atingir as áreas administrativas e outras atividades como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel); além das distribuidoras dos estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

O coordenador do CNE e diretor jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão, Wellington Araújo Diniz, disse que os serviços essenciais serão garantidos, sem prejuízo aos usuários, e, caso aconteça alguma ocorrência no sistema, as equipes de manutenção e urgência serão acionadas pelas entidades.

“Nossa greve é contra o processo de privatização da Eletrobras, que é uma tentativa de desmonte das empresas do sistema elétrico nacional. A empresa está sendo posta à venda por um preço vil para satisfazer interesses de grandes grupos financeiros nacionais e internacionais e de países como a China, Itália e França, que têm interesse em se apropriar do patrimônio estratégico que representam as empresas do sistema Eletrobras”, avaliou o dirigente sindical.

Na semana passada, a publicação do edital de privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União, mas o processo foi suspenso por uma decisão da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que determinou a suspensão do processo.

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