Polícia

Inocêncio Leal e empresário preso tinham mediador dentro da Funasa

De acordo com o levantamento feito nas investigações, o esquema levou ao desvio de mais de R$ 5 milhões de recursos do Ministério da Educação, Codevasf e Funasa.
  • RAYANE TRAJANO E ISABELA DE MENESES
21/06/2017 12h06 - atualizado

Inocêncio Leal Parente, ex-prefeito de Dom Inocêncio, foi apontado pela polícia como o chefe do esquema de desvios de recursos federais, desbaratado pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (21). Ele o empresário Décio de Castro Macedo foram presos durante a Operação Pastor.

Agora, a polícia continua em busca de um terceiro envolvido, que fazia a mediação entre a Funasa, o ex-prefeito e o empresário, direto de Brasília. As informações foram dadas durante coletiva de imprensa.

O delegado Albert Moura da PF explicou que o mediador não pode ser identificado ainda, mas assim que ele for localizado vai ser conduzido para prestar esclarecimentos e que no caso de Brasília o mandado a ser cumprido é de condução coercitiva. 

  • Foto: ViagoraColetiva da Operação Pastor na Polícia FederalColetiva da Operação Pastor na Polícia Federal

Albert Moura ainda explicou o papel do envolvido em Brasília. "O papel dessa pessoa especificamente é fazer contato entre as empresas aqui do Piauí e os órgãos centrais da Funasa". 

De acordo com o levantamento feito nas investigações, o esquema levou ao desvio de mais de R$ 5 milhões de recursos do Ministério da Educação, Codevasf e Funasa, apenas em Dom Inocêncio.

As investigações estão acontecendo desde 2014 e mais 15 cidades do Piauí estão envolvidas. 

Operação Pastor

A Operação Pastor, que ainda está em curso, foi deflagrada pela Polícia Federal e já cumpriu oito madados judiciais. Cinco deles foram conduções coercitivas e dois de prisão preventiva. Um dos mandados deve ser cumprido ainda hoje em Brasília no Distrito Federal, também condução coercitiva. 

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