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PIB de 22 estados tem aumento em 2019, aponta IBGE

Conforme os dados das Contas Regionais 2019, a maior diminuição foi registrada no Espírito Santo com -3,8%, em seguida no Pará com -2,3%, no Piauí registrando -0,6% e Mato Grosso do Sul com -0,5%.
12/11/2021 17h30 - atualizado

Nesta sexta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou por meio de dados das Contas Regionais que 12 unidades federativas apresentaram aumento do Produtor Interno Bruto (PIB) acima da média nacional em 2019.

Conforme dados das Contas Regionais 2019, o PIB estava registrando 1,2% alcançando em R$ 7,4 trilhões, no total foram 22 estados que apresentaram este crescimento naquele período.

Ainda segundo o IBGE, o Tocantins apresentou a maior alta no ano, com crescimento de 5,2%, logo em seguida Mato Grosso apresentou 4,1%, Roraima  com 3,8%, Santa Catarina registrando 3,8% e Sergipe com 3,6%.

Conforme os dados das Contas Regionais 2019, a maior diminuição foi registrada no Espírito Santo com -3,8%, em seguida no Pará com -2,3%, no Piauí registrando -0,6% e Mato Grosso do Sul com -0,5%.

O estado de Minas Gerais ficou estável e as outras altas foram abaixo do índice nacional.

Alessandra Poça, gerente de Contas Regionais do IBGE, afirmou que o Tocantins apresenta 0,5% de contribuição no PIB nacional devido à silvicultura.

“No Tocantins, o crescimento é atrelado à elevação em volume de 278,2% na produção florestal, pesca e agricultura, principalmente na silvicultura, impulsionada em grande medida pela extração de madeira em tora de eucalipto. Além disso, houve um crescimento do comércio no período”.

A gerente ainda atribuiu ao comércio a motivação para o crescimento do PIB em seis unidades da federação, no Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Santa Catarina, Amapá e Amazonas, no período de 2019.

Ainda segundo Alessandra Poça, a agricultura cresceu no estado do Mato Grosso devido os cultivos de algodão herbáceo e da soja em série que durou de 2002 a 2019.

Conforme os dados, as quedas do PIB no Espirito Santo e no Pará foi devido a indústrias extrativistas que apresentaram redução na extração de minério de ferro. No estado do Piauí a redução foi registrada na agricultura e no comércio na reparação de veículos automotores e motocicletas. No Mato Grosso a queda foi registrada na cadeia de produção da celulose, no cultivo de soja, assim como na criação de bovinos e suínos.

Alessandra Poça ressalta que Minas Gerais apresentou estabilidade devido a retração da extração de minério de ferro e da agropecuária, além da bienalidade negativa do café.

Ainda segundo o IBGE, em relação a concentração regional o Sudestes apresenta maior contribuição no PIB nacional, com diminuição de 53,1% para 53%, além disso também  há a desaceleração das economias fluminense e capixaba.

No período que compreende a passagem de 2018 para 2019, ocorreu elevação de contribuição no PIB por parte das regiões Norte (0,2 p.p.) e Sul (0,1 p.p.) que, respectivamente, registraram 5,7% e 17,2% de participação.

A região Nordeste registrou uma queda de 0,1 ponto percentual que registrou em 2019, participação de 14,2% nas riquezas produzidas no Brasil.

Por fim, os dados informam que a região Centro-Oeste apresenta participação estável de 9,9% com relação à contribuição no PIB nacional.

Com Informações da Agência Brasil.

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