Prefeito Toinho vira alvo do Ministério Público por sobrepreço em contrato de R$ 1,2 milhão
O prefeito informou que ainda não foi notificado pelo Ministério Público e que o combustível não será utilizado na totalidade, apenas com base na demanda do município.O promotor de justiça José William Pereira Luz instaurou procedimento preparatório de inquérito civil em face do município de Olho D'Água do Piauí, administrado pelo prefeito Toinho (PP), com o objetivo de apurar indícios de superfaturamento e sobrepreço no contrato celebrado com a empresa Antônia Abreu de Sousa, de nome fantasia Posto Sousa, no valor de R$ 1.296.060,00 (um milhão duzentos e noventa e seis mil e sessenta reais) para fornecimento de óleo diesel. A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Piauí (MPPI).
A contratação foi firmada em 02 de maio deste ano, por meio do Pregão Eletrônico nº 005/2025, Processo Administrativo nº 032/2025, para fornecimento de 135.000 litros de óleo diesel.
Segundo o promotor, considerando a realidade do município que possui cerca de 2.725 habitantes, o volume de combustível é aparentemente incompatível, até mesmo para a capacidade operacional da frota municipal.
O Ministério Público informou também que a prefeitura não apresentou justificativa formal para o consumo do combustível e não encaminhou a lista de veículos próprios do município, rotas e frequência de deslocamento para justificar a contratação do posto, localizado em Barro Duro.
Diante dos fatos, o procedimento preparatório também tem o intuito de apurar se houve simulação de fornecimento de combustível, com potencial lesão ao erário.
Uma inspeção será realizada no dia 12/08/2025, às 13 horas, nas dependências das Secretarias Municipais, visando identificar: a frota de veículos próprios do município, com respectiva placa, odômetro, tipo de combustível e frequência/rota de uso.
Além disso, foi requerido a Secretaria Municipal de Fazenda, através do GRINCOT, o levantamento de ICMS pago pela empresa investigada de 2024 até julho de 2025 para se verificar a capacidade operacional, e se o contrato de fornecimento de combustível é compatível com a sua estrutura operacional.
Outro lado
O Viagora procurou o prefeito de Olho D’Água do Piauí para falar sobre o assunto e o gestor informou que ainda não foi notificado pelo Ministério Público, relatou também que o combustível não será utilizado na totalidade, apenas com base na demanda do município.