Mesa de diálogo do MP abordou série “13 Reasons Why” e "Baleia Azul"
As formas de prevenção a prática do suicídio também foram tratadas. O assunto é abordado na série e também no jogo virtual.
Na tarde da última quinta-feira (11), o Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), realizou uma mesa de diálogo sobre a série “13 Reasons Why” (Os 13 porquês) e o jogo virtual intitulado “Baleia azul”. O objetivo da iniciativa era discutir assuntos relevantes para a sociedade contemporânea, como o cyberbullying, isolamento social praticado por crianças e adolescentes e a depressão infanto-juvenil. Que estão sendo abordados no seriado americano e no desafio virtual. As formas de prevenção a essas práticas também foram tratadas.
O debate contou com a participação de membros e servidores do órgão, além de professores, estudantes dos cursos de psicologia e serviço social e conselheiros tutelares. Algumas pessoas foram convidadas para abordar o assunto, como o professor Hugo Monteiro Ferreira, doutor em Educação e docente da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), e o psicólogo clínico Carlos Henrique Aragão Neto, especialista em tanatologia, mestre em antropologia e doutorando em psicologia clínica e cultura pela Universidade de Brasília (Unb).
- Foto: Ascom/MP-PI
Mesa de diálogo realizada no auditório do MP-PI em Teresina
A palestra “Bullying no Ambiente Escolar” abriu o evento e foi ministrada por Hugo Ferreira, que explicou a necessidade que os pais e educadores observem os comportamentos das crianças e adolescentes no espaço escolar. Além de ressaltar a relevância de estabelecer uma conversa franca e aberta com o público infanto-juvenil.
“Penso que cabe ao Ministério Público neste momento promover atividades que possibilitem a discussão sobre essas questões; ao mesmo tempo, o órgão pode servir de ponte para esclarecimento da sociedade em relação a essas questões. Porque eu acho que há uma necessidade de diálogo com os promotores, com o judiciário, e destes com outros poderes sobre essas problemáticas envolvendo a criança e o adolescente, mas vendo essas questões como sociais e que precisam ser pensadas dessa maneira”.
Carlos Henrique Neto abordou sobre as áreas de pesquisa da tanatologia, que estuda o luto, e como o ser humano deve vivenciar esse momento durante a vida. “O Ministério Público não pode se abster dessa discussão. Tenho percebido o órgão bastante atuante em várias causas sociais. E essa da prevenção do suicídio não pode ficar de fora. Nós podemos trabalhar não somente dentro da instituição, mas podemos ter as pessoas que compõem o órgão como aliadas no sentido de orientar condutas de outras pessoas. Assim, são várias as possibilidades de ação”, ponderou o psicólogo.
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