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Aulas em escola de Teresina são suspensas após denúncia de estupro

A Secretaria Municipal de Educação informou que irá discutir sobre novas decisões em relação a segurança e o atendimento aos pais e estudantes da escola Municipal Monteiro Lobato.

A Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec), suspendeu as aulas presenciais na Escola Municipal Monteiro Lobato, onde uma criança de 9 anos foi estuprada por um dos professores. A escola fica localizada no loteamento São Francisco zona sul de Teresina.

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Teresina, a suspensão foi anunciada pelo secretário Municipal de Educação Nouga Cardoso em reunião com a escola. A Semec informou que irá discutir sobre novas decisões em relação a segurança e o atendimento aos pais e estudantes.

Ainda segundo informações da prefeitura sobre a reunião, os pais solicitaram a divulgação do nome do suspeito acusado pelo crime, mas segundo assessor jurídico da Semec, Antônio Meneses, é necessário seguir a determinação do Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de não divulgar o nome da criança ou do acusado. “Temos que seguir a determinação do DPCA. Não temos autorização para divulgar o nome da criança ou professor afastado”, ressalta.

De acordo com a Semec, a família da vitima não entrou em contato com a escola para informar ou denunciar o crime, e que a unidade de educação só teve conhecimento do caso quando policias foram até a escola para recolher fotografias dos professores e aparelhos de gravação de imagem no dia 4 de abril.

Conforme a Semec, alguns professores já prestaram depoimento em oitivas, a secretaria informou que lamenta o ocorrido e ressaltou que alguns dos professores estão sendo acusados levianamente, como os professores Joanilson Oliveira que teve sua imagem divulgada no WhatsApp e foi ligado ao crime. O professor está internado após ter sofrido um ataque cardíaco durante reunião com a comunidade. E a pedagoga Helen Brito, que está sendo acusada de omissão.

O assessor jurídico da Semec comenta que essas acusações são inverdades e que elas prejudicam a vida de inocentes. “São inverdades que estão colocando em risco as vidas de pessoas inocentes. São professores que moram na comunidade e que têm uma boa trajetória de trabalhos desenvolvidos junto a escola. Não podemos jogar pedras em inocentes. O professor investigado não mora na comunidade”, acrescenta Antônio Meneses.  

Estavam presentes na reunião representantes da Semec, pais e responsáveis por alunos, professores, pedagogos, conselho tutelar, guarda municipal, conselho escolar, associação de moradores e representantes da OAB.

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