Estamos fazendo auditorias para rever contratos, diz presidente da FMS de Teresina
A presidente da FMS destacou medidas de contenção de gastos, renegociação de contratos e diálogo com Timon para reduzir o impacto financeiro na saúde de Teresina
Nesta quarta-feira (17), a Câmara Municipal de Teresina realizou a 11ª oitiva da CPI do Déficit Bilionário, que colheu o depoimento de Leopoldina Cipriano Feitosa, a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Durante a reunião, a gestora detalhou a situação financeira do órgão e as medidas adotadas para reduzir custos e renegociar contratos.
Segundo a presidente da FMS, sua gestão tem o objetivo de recuperar a credibilidade da instituição junto a fornecedores e profissionais da saúde. “Estamos reduzindo custos e contratos para honrar os compromissos da Fundação. Precisamos ter a credibilidade dos fornecedores, dos empregadores e dos profissionais. Para isso, buscamos amenizar toda a problemática financeira”, afirmou.
Leopoldina explicou que a FMS está passando por duas auditorias internas que avaliam contratos e dívidas herdadas de gestões anteriores. “Nós já chamamos algumas instituições parceiras que tem o serviço prestado com a fundação nós estamos renegociando nós estamos hoje discutindo com os prestadores de serviço com as empresas credenciadas que prestam serviço para o sistema do SUS, para a gente rever os valores do débito, negociar esses débitos e ter certeza de que nós vamos reduzir os danos, mas sem diminuir o serviço ofertado para a população", destacou.
Questionada sobre a situação do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), a presidente revelou que a unidade enfrenta déficit mensal, financiado com recursos federais e municipais. “Todos os meses saímos devendo mais, mas honrando com recursos próprios da Prefeitura e da FMS. Estamos dialogando com as categorias, inclusive anestesistas, e reorganizando o serviço. Entendemos as demandas, mas temos limites legais que não podem ser ultrapassados”, pontuou.
Outro tema abordado foi o custeio de serviços de saúde prestados a pacientes vindos do município de Timon (MA). Leopoldina defendeu o diálogo como caminho inicial para resolver o impasse. “Já fizemos reuniões com o município de Timon em Brasília e aqui, já estamos articulando a vinda do Ministério da Saúde para a Teresina, vindo o Ceará, ou vindo o Maranhão e toda a região aqui próxima a Teresina, e Teresina para a gente tentar entrar num diálogo, fazer com que o Maranhão pactue e pague para a Teresina o valor do que é ofertado para ele, sem judicializar”, disse.
Sobre a situação encontrada ao assumir a presidência da FMS, Leopoldina afirmou que há débitos liquidados e empenhados de exercícios anteriores, mas que ainda dependem da conclusão das auditorias. “Ainda tem muito processo para ser executado. Nós estamos aguardando as auditorias finalizarem.”, concluiu.
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