Promotor investiga contratos de R$ 1,2 milhão da Prefeitura de Água Branca com escritório de advocacia
Os contratos foram assinados em julho deste ano, via inexigibilidade de licitação, com o escritório João Azêdo Sociedade de Advogados.
O Ministério Público do Piauí (MPPI) instaurou inquérito civil em face do município de Água Branca, administrado pelo prefeito Júnior Ribeiro (PSD), para apurar supostas irregularidades em dois contratos celebrados com o escritório João Azêdo Sociedade de Advogados via inexigibilidade de licitação, totalizando R$ 1.279.074,24 (um milhão duzentos e setenta e nove mil e setenta e quatro reais e vinte e quatro centavos). A portaria foi assinada pelo promotor de justiça José William Pereira Luz.
Conforme o órgão ministerial, o primeiro contrato nº 02.1607/2025 custou R$ 785.674,10 e foi assinado 16 de julho deste ano com vigência de 1 ano para prestação de serviços jurídicos para adequação da tabela de procedimentos do SUS, com base nos índices estabelecidos pela tabela TUNEP ou IVR.
O segundo contrato nº 01.1807/2025 foi firmado em 18 de julho deste ano no montante R$ 493.400,14, com o mesmo período de duração. O objeto foi serviços jurídicos para recuperação das receitas relativas às retenções de IRRF, vinculadas ao Tema 1.130 do Supremo Tribunal Federal (STF).
A desproporção entre valores e objetos contratados foi questionada pelo promotor, que também destacou a inexistência de demonstração da singularidade técnica do serviço; notória especialização em grau que inviabilize competição; estudo comparativo de mercado; demonstração de vantagem real ao município e motivação para não utilização da Procuradoria Municipal.
Além disso, o Ministério Público explicou que o tema 1.130 do STF, que é descrito no objeto da segunda contratação, já transitou em julgado, ou seja, o município não pode mais ingressar com a ação pois a questão já foi resolvida de forma definitiva.
Na portaria também foi destacado que não há demonstração clara de como o escritório atuaria para recuperar os valores mencionados, nem estimativa técnica de retorno. A ausência dessas projeções pode resultar em prejuízo financeiro aos cofres públicos.
“Considerando possível violação à eficiência e à economicidade em ambos os contratos, o Município: assume custos mensais muito elevados; não apresenta plano de trabalho ou metodologia; não demonstra benefício estimado; estabelece obrigações de resultado sem sustentação técnica”, ressaltou o promotor.
Em razão desses fatores, foi expedida uma recomendação ao gestor do município para suspensão dos pagamentos ao escritório de advocacia até que seja concluída a análise do Tribunal de Contas do Estado do Piauí sobre a legalidade dos contratos, sob pena de apuração de ato de improbidade administrativa (art. 10, XII da Lei 8.429 - red. da Lei 14.230) e possível encaminhamento à Procuradoria Geral de Justiça para apurar a prática do crime de responsabilidade previsto no art. 1º, I e V do Decreto-Lei 201/1967.
Outro lado
O Viagora procurou o prefeito de Água Branca para falar sobre o assunto, mas o gestor não atendeu as ligações e não respondeu aos questionamentos encaminhados.
-
Justiça Eleitoral abre prazo para criação de novos locais de votação nas Eleições 2026
Conforme previsto no calendário oficial das Eleições Gerais de 2026, as medidas poderão ser adotadas até 20 de agosto. -
Avião com deputado federal Hildo Rocha faz pouso forçado em Timon
De acordo com o parlamentar, a aeronave seguia de Teresina, no Piauí, para a cidade maranhense Balsas quando precisou realizar a aterrissagem de emergência. -
Partido Liberal decidiu retirar minha pré-candidatura ao Governo do Piauí, diz Toni Ro
O jornalista afirmou que decisão do partido será respeitada, descartou interesse em disputar vagas proporcionais e garantiu que continuará atuando no jornalismo e na fiscalização do poder público. -
Ciro Nogueira comemora aprovação de PEC que garante aposentadoria aos agentes de saúde
A matéria representa uma grande conquista para os agentes comunitários de saúde que já buscavam apoio parlamentar para sua aprovação. -
MP investiga vereador de Castelo do Piauí por acúmulo indevido de cargos
A apuração está sendo feita pelo promotor de Justiça Lucas Nonato da Silva Araújo.
E-mail
Messenger
Linkedin
Gmail
Tumblr
Imprimir