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Teresinenses buscam alternativas de transporte no 5º dia de greve

Ao Viagora os passageiros que esperavam até 4 horas nas paradas de ônibus relataram que precisam encontrar outras formas de se locomover, como transporte de aplicativo, gerando um prejuízo financeiro.

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Nesta sexta-feira (25), a greve dos motoristas e cobradores de Teresina chega ao seu quinto dia e a realidade que a população enfrenta são paradas e estações da capital vazias, além de horas a espera de uma condução. A paralisação dos serviços teve início nessa segunda-feira (21).

O Viagora esteve nas paradas de ônibus na zona Sudeste da capital e escutou o relato dos passageiros que se encontram descontentes com a situação e esperam mais de 4 horas para conseguir se deslocar na capital, como afirma o cabeleireiro Edilson.

“Eu acredito que a prefeitura não deveria ser a única a se responsabilizar, porque o governador não é somente do município, mas também da capital. Anda mais gente que é estudante do Estado do que do próprio município no centro da cidade, então era obrigatório que o governador desse o subsídio maior e não aumentar as tarifas que vive aumentando. A prefeitura não está valendo nada e o governo pior ainda. Eu passo três a quatro horas na parada para pegar um ônibus”, pontuou.

A realidade se torna ainda pior, pois os passageiros precisam buscar outras alternativas para se locomover na capital como aplicativo de transporte, chegando ter prejuízos financeiros. A Dona Lenir, aposentada, destacou que já auxiliou no valor para a condução de uma senhora que estava há horas esperando um ônibus.

“Uma senhora agora pouco me disse que chegou aqui às 6h e foi embora agora, mesmo pagando 8 reais. Todo mundo tem gastado mais, uma pessoa que recebe um salário mínimo não tem como sobreviver em Teresina”, afirmou.

Segundo a aposentada, devido a condição de seu filho que precisa de atendimento médico recorrente nesse mês já foram gastos R$ 300 reais com condução.

“Eu estou gastando o que não tem, então eu gasto com uber e para ser sincera vai mais de R$ 300 reais porque eu tenho um filho cadeirante, sem rins, diabético, eu tenho que buscar ele em Demerval Lobão e trazer para cá”, diz Dona Lenir.

Para atenuar o cenário na ausência do transporte público a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) cadastrou 250 veículos para operar durante a greve, porém os passageiros ressaltam que não tem visto o cumprimento dessa medida.

A dona de casa Cristina de Sousa contou sua história que representa a realidade de moradores de outros municípios que utilizam o sistema de saúde de Teresina e precisam se deslocar para a região.

“Nós chegamos e já está com uma hora de relógio, só agora nós gastamos uns 70 reais rodando para lá e para cá. Nós somos de União e temos que pegar um ônibus de ida e volta e como nós chegamos aqui e não tinha ônibus então nós temos que pagar táxi ou uber então fica mais caro. Até agora eu cheguei aqui e não vi nenhum, já era pra ter passado um para que a gente possa seguir viajem”, ressalta Cristina.

Apesar de receber muitas críticas por parte da população as motivações para uma greve dos ônibus também são compreendidas por outras pessoas como a comerciante Rosane Maia, comerciante. A moradora de Campo Maior pontuou que os motoristas e cobradores estão fazendo reivindicações justas e necessárias.

“Eu sou moradora de Campo Maior, mas eu ando muito aqui em Teresina, não só eu mais muitas pessoas estão sofrendo por conta dessa questão dos ônibus, mas eu acho uma reivindicação muito justa porque pelas reportagens que eu vi os profissionais estão realmente numa questão de sofrimento e apelação porque o salário deles é uma vergonha, tudo que prometem para eles, sinceramente”, ressaltou Rosane Maia.

A comerciante ressaltou ainda que somente hoje já gastou R$ 32 reais com motorista de aplicativo e relatou também seu descontentamento com a ausência da bilhetagem eletrônica.

“Hoje de uber eu já gastei 32 reais no total, porque tive que pegar de outros pontos. Já que meu filho é estudante ele iria pagar R$1,40, por aí, já o meu seria R$4 e nós não teríamos gastado R$ 10. Então é muito, com o custo de vida do jeito que está só faz porque a gente necessita e correndo muito para médico também porque a gente vem de fora”, conclui.

Outro lado

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) declarou nesta sexta-feira (25), que o Sindicato dos Trabalhadores, o Sintetro, não tem cumprido a decisão judicial que determinou a circulação de 80% da frota em horários de pico e 60% nos entrepicos.

O coordenador técnico do Setut, Vinícius Rufino, ainda afirmou que os veículos cadastrados pela Strans para operar durante a greve não possuem as exigências legais e regulamentadas em relação a segurança e características de ônibus.

"Os veículos  cadastrados, sem estarem plenamente dotados de segurança necessária, só circulam nos horários de pico e nas linhas de maior quantidade de passageiros para transportar. Eles somente aceitam passagem inteira e com pagamento em espécie, recusando assim o vale transporte, passe estudantil e não transportam gratuidades", pontua.

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