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Chuvas intensas atrasam colheita da soja no Sul do Piauí e preocupam produtores

O excesso de umidade dificulta avanço das máquinas, prejudica estradas e pode afetar plantio da segunda safra de milho

As fortes chuvas registradas nas últimas semanas no sul do Piauí têm provocado atraso na colheita da safra de soja 2025/2026 na região do Cerrado piauiense, gerando preocupação entre os produtores. O avanço dos trabalhos no campo foi impactado tanto pelas condições climáticas quanto pelas dificuldades de acesso em alguns trechos de estrada.

Segundo levantamento da Associação de Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja-PI), a colheita vinha avançando em ritmo satisfatório, mas o grande volume de chuvas recente passou a dificultar as operações nas lavouras e o transporte da produção.

Foto: DivulgaçãoChuvas intensas atrasam colheita da soja no sul do Piauí
Chuvas intensas atrasam colheita da soja no sul do Piauí

Dados do Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, até o dia 28 de fevereiro, apenas 7% da área plantada de soja havia sido colhida no estado. O índice é inferior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando o percentual era de 12%, e também abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 8,4%.

De acordo com a Aprosoja, produtores da região relatam que as chuvas intensas e frequentes nos últimos 15 dias têm impedido o avanço das máquinas no campo, retardando a retirada da oleaginosa. A permanência da soja madura nas lavouras por mais tempo, associada à elevada umidade, também aumenta o risco de danos aos grãos.

O cenário ainda impacta o plantio da segunda safra de milho, que começa a ocorrer fora da chamada janela ideal de plantio, o período considerado de menor risco climático para a cultura.

Foto: DivulgaçãoChuvas intensas atrasam colheita da soja no sul do Piauí
Chuvas intensas atrasam colheita da soja no sul do Piauí

Conforme As informações da Aprosoja, um outro ponto de preocupação é o escoamento da produção. Apesar de melhorias recentes em algumas vias, ainda existem trechos considerados críticos, como a Serra da Fortaleza, na região de Santa Filomena, onde mais de 100 quilômetros de estrada apresentam condições precárias.

A entidade destaca que, embora as dificuldades sejam pontuais e relacionadas principalmente às condições climáticas, a situação segue sendo monitorada de perto para acompanhar o ritmo da colheita nas próximas semanas.

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