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“Ei Mermã, Não se Cale” e 190 registram aumento em 32% de denúncias no Piauí

No dia 08 de março foi realizado o lançamento do protocolo com a finalidade de atender, acolher, orientar e encaminhar mulheres que se encontram em situação de violência.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Estado das Mulheres do Piauí (SEMPI), iinformou que no dia 08 de março, realizou o lançamento do protocolo “Ei Mermã, Não se Cale”, com a finalidade de atender, acolher, orientar e encaminhar mulheres que se encontram em situação de violência.

De acordo com os dados, entre março e dezembro deste ano, a central de atendimento registrou 6744 mensagens instantâneas, que resultaram no atendimento de 4822 mulheres em todo o Estado do Piauí.

As mulheres vítimas de violência têm acesso a uma rede de apoio que orienta quais os procedimentos devem ser realizados através do número de WhatsApp 0800 000 1673. O atendimento fica disponível 24 horas.

“O Ei Mermã, Não se Cale é uma importante ferramenta de apoio às mulheres vítimas de violência, através desse canal elas podem realizar denúncias, receber orientações e romper o ciclo da violência doméstica. Queremos que as mulheres vivam em paz e tenham seus direitos garantidos”, pontuou a diretora de proteção à mulher e aos grupos vulneráveis da Polícia Civil, delegada Bruna Fontenele.

O Centro de Operações Policiais Militares (COPOM), através do 190, ainda este ano registrou em todo o Estado do Piauí, 3361 chamadas relacionadas a casos de violência doméstica. Em 2022, foram 2540 casos, totalizando um aumento do número de chamadas de 32,32%. 

Os registros foram de 1361 chamadas e 1126 casos em 2022. As chamadas de emergência em Teresina tiveram um aumento de 20,87%, em 2023.

Segundo o coordenador do Departamento Geral de Operações (DGO) da Polícia Militar do Piauí, coronel Jacks Galvão, a população, principalmente as mulheres, têm demonstrado mais confiança nos resultados oferecidos pelas forças de segurança do Estado do Piauí.

“Observamos o aumento da demanda nos comunicados de violência doméstica em 2023, no entanto, podemos destacar que os atendimentos foram bastante eficientes, tanto que nós não tivemos aumento no número de feminicídios se comparado ao ano de 2022”, finalizou o coronel. 

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