Flora pede instalação de CPI para investigar morte de Marielle
Nesta terça-feira (19), a deputada Flora Izabel (PT) ,voltou a abordar a questão da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros no ano passado no Rio.
Nesta terça-feira (19), a deputada Flora Izabel (PT) ,voltou a abordar a questão da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros no ano passado no Rio de Janeiro.
“Marielle era socióloga, vereadora, feminista, negra, eleita com mais de 46 mil votos na cidade do Rio de janeiro. Foi presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres e de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio. Era defensora dos direitos humanos e lutadora contra as milícias no Rio. Ela defendia o direito das mulheres, combatia o assédio dentro do transporte coletivo. Foi a autora da lei que criou as casas para abrigar crianças que de mães que trabalhavam a noite. Encampou o movimento contra a atuação das milícias e combatia o abuso do poder de polícia nas favelas. O Brasil e o mundo perguntam o que o governo federal, o que o governo de Jair Bolsonaro está fazendo depois de um ano para chegar aos mandantes da morte da vereadora”.
- Foto: Josefa Geovana/Viagora
Flora Izabel.
Flora Izabel lembrou, que no dia 14 de março completou um ano da morte da vereadora. “Aí somente depois que a Polícia Federal passou a investigar o crime é que se chegou aos dois assassinos que estão presos e investigados. A Mariele participou de uma roda de conversa de mulheres negras e ao sair foi covardemente assassinada juntamente com seu motorista. O que o Brasil e o mundo querem saber é que mandou matar Marielle. Uma semente que foi plantada e se expandiu no Brasil e no mundo. Uma lutadora que era combativa principalmente contra as milícias no Rio de janeiro”.
Flora Izabel também questionou os vínculos que a morte tem com as milícias e das milicias com a família Bolsonaro. A deputada lembrou quer o então deputado federal Jair Bolsonaro fez discurso na Câmara defendendo as milícias. Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para difamar a juíza Patrícia Aciolly, executada a tiros por milicianos; e Carlos Bolsonaro tinha milicianos lotados no gabinete dele.
CPI mista
Flora Izabel aprovou um requerimento solicitando que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito para analisar o assassinato de Marielle Franco. “O presidente Jair Bolsonaro também precisa com urgência exigir uma solução para o crime com descoberta dos mandantes e a motivação da execução. “Aqueles dois foram executores, nós queremos saber quem mandou matar”.
A petista também citou a renúncia do deputado federal Jean Wyllys. "Recém-eleito, Jean Wyllys renunciou ao mandato para sair do país para não ser assassinado, depois de várias ameaças contra ele, na mesma época em que Marielle foi assassinada”, lembrou.
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