Arquiteta e estudante treinam pesado para disputa de pole dance em São Paulo
Elas participam do campeonato estadual nesta sexta-feira em São Paulo.
Duas horas diárias de treino ininterrupto. É essa a rotina que a arquiteta Raquel Winnie de Freitas, de 32 anos, e a estudante Tamires Pereira Silva Fruh, de 23 anos, têm seguido nos últimos dois meses em Ribeirão Preto(SP). Professora e aluna de pole dance, Raquel e Tamires disputam nesta sexta-feira (27) a final do Campeonato Paulista de pole dance em duplas, em São Paulo (SP).
No mesmo dia, Tamires ainda concorre à semifinal das apresentações solo do Campeonato Brasileiro da modalidade. “Quero fazer o melhor que puder. Estou me preparando para isso desde que comecei a praticar o esporte”, diz.
Sim, esporte. Para quem não sabe a modalidade já é reconhecida como profissional no Brasil e segue normas de uma confederação criada para organizar as competições no país. Raquel e Tamires farão uma apresentação juntas e concorrerão com outras três duplas pelo título. “Seguimos uma lista de movimentos obrigatórios oferecidos pela confederação brasileira, e escolhemos alguns para compor a coreografia”, explica Tamires.
Praticante há dois anos, Tamires encara pela primeira vez uma competição do esporte. Já Raquel, que treina há dois anos e oito meses, encarou a primeira prova no Pan Americano de pole dance, em abril de 2012.
Por acaso
As duas contam que conheceram o pole dance por acaso, mas que a paixão pela modalidade foi imediata. Mãe de duas filhas, Raquel diz que se sentiu obrigada a correr atrás da boa forma após o nascimento da primeira menina. “Sempre fui muito sedentária, nunca tinha feito nenhum tipo de exercício. Nunca gostei de academia. Ia, ficava um mês lutando para conseguir frequentar pelo menos três vezes na semana. Odeio musculação, aí ficava na parte mais aeróbica, mas nunca levei a sério”, lembra.
Quando a primeira filha completou 2 anos, Raquel decidiu criar coragem e procurar alguma atividade física diferente. “Pensava em fazer dança de salão. Peguei a lista telefônica, liguei e a pessoa que me atendeu disse que não trabalhava mais com escola de dança, mas me indicou duas ex-alunas que tinham montado um estúdio. Também não tinha dança de salão. Aí a professora me falou sobre o pole dance e me convidou para uma aula experimental”, conta.
Raquel não fazia ideia do que seria o pole dance. “A professora falou até sobre uma personagem de novela que fazia pole dance [personagem de Flávia Alessandra, na novela da Rede Globo Duas Caras]. A base que eu tinha era aquilo. Fiquei meio em dúvida, mas ela me convenceu. Fiz a aula experimental e não parei nunca mais”, diz.
Tamires também só soube do pole dance na novela. Alguns anos depois, em Uberlândia (MG) - sua cidade natal -, um grupo de amigas a convidou para fazer uma aula experimental. “Eu não consegui fazer nada. Minhas amigas foram muito melhores que eu naquela aula. Mesmo assim, já senti que era aquilo que eu iria gostar de fazer pelo resto da vida”, diz.
A jovem, no entanto, não pode continuar as aulas em Uberlândia por condições financeiras. O jeito, então, foi improvisar. “Ficávamos eu e minhas amigas brincando feito loucas na praça. De tanto eu encher o saco da minha mãe, e falar que eu queria fazer pole dance, a gente conseguiu uma barra velhinha e colocou improvisado na minha casa. Comecei sozinha”, lembra.
Foi por meio de vídeos na internet que Tamires aprendeu os movimentos básicos do pole dance. Em 2012, quando se mudou para Ribeirão Preto para fazer faculdade, decidiu correr atrás do sonho de praticar o esporte. “Eu tinha outros planos para faculdade. Queria fazer jornalismo ou nutrição. Tinha uma dificuldade enorme para escolher. Quando comecei com o pole dance em casa eu decidi pela educação física. Me encontrei”, diz.
Respeito ao esporte
Raquel garante que o esporte é um dos mais completos para quem busca condicionamento físico. “O objetivo do pole dance é conseguir sustentar o corpo com seu próprio peso. Fora a definição da musculatura, você fica mais alongada, mais flexível. É muito completo”, explica.
Com o crescimento das competições no Brasil, Raquel acredita que o esporte ganha um novo espaço e vai passar a ser visto com outros olhos. “Falta muito conhecimento das pessoas sobre o pole dance, principalmente dos homens. Quando você faz pole dance, a primeira coisa que vem à cabeça são as dançarinas de boate. O pole dance não é só isso. O campeonato deixa bem claro, foge bem do lado sensual. É uma coisa fitness, de atleta mesmo”, conclui.
No mesmo dia, Tamires ainda concorre à semifinal das apresentações solo do Campeonato Brasileiro da modalidade. “Quero fazer o melhor que puder. Estou me preparando para isso desde que comecei a praticar o esporte”, diz.
Sim, esporte. Para quem não sabe a modalidade já é reconhecida como profissional no Brasil e segue normas de uma confederação criada para organizar as competições no país. Raquel e Tamires farão uma apresentação juntas e concorrerão com outras três duplas pelo título. “Seguimos uma lista de movimentos obrigatórios oferecidos pela confederação brasileira, e escolhemos alguns para compor a coreografia”, explica Tamires.
Praticante há dois anos, Tamires encara pela primeira vez uma competição do esporte. Já Raquel, que treina há dois anos e oito meses, encarou a primeira prova no Pan Americano de pole dance, em abril de 2012.
Por acaso
As duas contam que conheceram o pole dance por acaso, mas que a paixão pela modalidade foi imediata. Mãe de duas filhas, Raquel diz que se sentiu obrigada a correr atrás da boa forma após o nascimento da primeira menina. “Sempre fui muito sedentária, nunca tinha feito nenhum tipo de exercício. Nunca gostei de academia. Ia, ficava um mês lutando para conseguir frequentar pelo menos três vezes na semana. Odeio musculação, aí ficava na parte mais aeróbica, mas nunca levei a sério”, lembra.
Quando a primeira filha completou 2 anos, Raquel decidiu criar coragem e procurar alguma atividade física diferente. “Pensava em fazer dança de salão. Peguei a lista telefônica, liguei e a pessoa que me atendeu disse que não trabalhava mais com escola de dança, mas me indicou duas ex-alunas que tinham montado um estúdio. Também não tinha dança de salão. Aí a professora me falou sobre o pole dance e me convidou para uma aula experimental”, conta.
Raquel não fazia ideia do que seria o pole dance. “A professora falou até sobre uma personagem de novela que fazia pole dance [personagem de Flávia Alessandra, na novela da Rede Globo Duas Caras]. A base que eu tinha era aquilo. Fiquei meio em dúvida, mas ela me convenceu. Fiz a aula experimental e não parei nunca mais”, diz.
Tamires também só soube do pole dance na novela. Alguns anos depois, em Uberlândia (MG) - sua cidade natal -, um grupo de amigas a convidou para fazer uma aula experimental. “Eu não consegui fazer nada. Minhas amigas foram muito melhores que eu naquela aula. Mesmo assim, já senti que era aquilo que eu iria gostar de fazer pelo resto da vida”, diz.
A jovem, no entanto, não pode continuar as aulas em Uberlândia por condições financeiras. O jeito, então, foi improvisar. “Ficávamos eu e minhas amigas brincando feito loucas na praça. De tanto eu encher o saco da minha mãe, e falar que eu queria fazer pole dance, a gente conseguiu uma barra velhinha e colocou improvisado na minha casa. Comecei sozinha”, lembra.
Foi por meio de vídeos na internet que Tamires aprendeu os movimentos básicos do pole dance. Em 2012, quando se mudou para Ribeirão Preto para fazer faculdade, decidiu correr atrás do sonho de praticar o esporte. “Eu tinha outros planos para faculdade. Queria fazer jornalismo ou nutrição. Tinha uma dificuldade enorme para escolher. Quando comecei com o pole dance em casa eu decidi pela educação física. Me encontrei”, diz.
Respeito ao esporte
Raquel garante que o esporte é um dos mais completos para quem busca condicionamento físico. “O objetivo do pole dance é conseguir sustentar o corpo com seu próprio peso. Fora a definição da musculatura, você fica mais alongada, mais flexível. É muito completo”, explica.
Com o crescimento das competições no Brasil, Raquel acredita que o esporte ganha um novo espaço e vai passar a ser visto com outros olhos. “Falta muito conhecimento das pessoas sobre o pole dance, principalmente dos homens. Quando você faz pole dance, a primeira coisa que vem à cabeça são as dançarinas de boate. O pole dance não é só isso. O campeonato deixa bem claro, foge bem do lado sensual. É uma coisa fitness, de atleta mesmo”, conclui.
Imagem: Reprodução
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