Piauí

Advogado ameaça entrar na justiça contra pai de Camila Abreu

Pitágoras Veloso disse que a família de Alisson Watson alega que Jean Carlos está usando a imagem do capitão para fins políticos.
TATYANE MAZZA
DE TERESINA
10/07/2018 12h26 - atualizado

Na última sexta-feira (6), a Associação dos Advogados e Defensores Públicos Criminalistas do Piauí (AADPCEPI) publicou uma nota de repúdio contra o Partido da Mobilização do Nacional (PMN), presidido pela advogada Ravenna Castro, que fará dobradinha com o Jean Carlos, pai de Camila Abreu, em sua pré-candidatura a deputado estadual. 

  • Foto: Ravenna Castro/FacebookJean Carlos e Ravenna Castro.Jean Carlos e Ravenna Castro.

A nota repudia as declarações da presidenta do PMN, Ravenna Castro, em relação à Pitágoras Veloso, advogado do capitão Alisson Watson, acusado de matar a estudante Camila Abreu. Em publicação no dia 4 deste mês, Ravenna Castro, afirmou que o advogado está tentando impedir a pré-candidatura de Jean Carlos.

  • Foto: Gabriel Soares/ ViagoraO Advgado de Defesa de Allison Wattson, Pitágoras VelosoO advogado de defesa de Allison Wattson, Pitágoras Veloso

O Viagora entrou em contado com Pitágoras Veloso para comentar o caso. Em entrevista ele declarou que não quer de forma alguma impedir a pré-candidatura. “Eu apenas falo o que está no processo. Os defensores públicos entenderam que eles estavam violando meu direito e querendo me calar, não estou impedindo ninguém de ser candidato, estou apenas defendendo os direitos do capitão”.

Ainda de acordo com o advogado, o que realmente aconteceu é que a família do capitão Alisson Watson alega que Jean Carlos está usando a imagem dele para fins políticos e que se a situação continuar, eles entrarão com um processo. “Está provado que houve propaganda eleitoral antecipada, isso estava sublimemente implícito”, relata.

Pitágoras Veloso afirma que caso o capitão entre com processo pelo uso indevido das suas imagens, Jean Carlos terá que pagar uma multa que varia de R$5 mil a R$25 mil reais e que isso não vai impedir a sua pré-candidatura.

Ainda ressalva que o fato foi um acidente e que o pai de Camila Abreu está usando de um acontecimento que ainda não foi provado para aparecer na mídia. “O capitão Alison não matou Camila, foi um tiro acidental, tanto que a família (da Camila Abreu) não quer fazer a reconstituição do crime. O laudo está errado e isso muda toda a história", finaliza.

Mais conteúdo sobre:

Mais na Web