Polícia

Covid-19: operação da PF cumpre mandados na Prefeitura de União

Segundo a PF, a operação tem como objetivo investigar possíveis desvios de recursos destinados para o combate à pandemia
13/08/2020 07h50 - atualizado

Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação “NaClo”, na cidade de União, para investigar possíveis desvios de recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19 no município.

De acordo com a Polícia Federal, os mandados estão sendo cumpridos na sede da Prefeitura de União, na Secretaria de Saúde da cidade, além de investigações em empresas em Teresina que foram contratadas para a prestação de serviços na cidade. O nome da operação, “NaClo”, faz referência a fórmula química da água sanitária.

  • Foto: Divulgação/Polícia FederalOperação da PF cumpre mandados na Prefeitura de UniãoOperação da PF cumpre mandados na Prefeitura de União

Segundo a polícia, a operação em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU-PI) conta com o apoio de 30 agentes federais, e teve início após a divulgação de que a Secretaria de Saúde de União havia adquirido 6 mil unidades de galões de 5L de hipoclorito de sódio 2% (água sanitária) pelo valor total de R$ 293 mil.

A Polícia Federal informou que durante as investigações foram identificados indícios de fraude no processo licitatório 25/2020, com a utilização de propostas inidôneas e superfaturadas de duas empresas para destinar o certame a uma delas, assim como justificar o preço superfaturado.

Ainda com base nas investigações, a empresa que venceu o certame realizou a venda da unidade do galão de água sanitária de 5L por R$ 48,80, enquanto o preço médio do produto é de R$ 20,00.

Segundo a PF, há índicios razoáveis que o contrato firmado entre a empresa e a Secretaria de Saúde do município de União/PI foi superfaturado em pelo menos 144%.

A PF informou que os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de associação criminosa (art. 288 do CP), desvio de recursos públicos (art. 312 do CP) e fraude a licitação (art. 90 da lei 8.666/93) cujas penas somadas podem chegar a 20 anos de reclusão.

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