Piauí

Detentos da Irmão Guido apresentam peça no Theatro 4 de Setembro

Ao todo, oito internos irão atuar na peça Justiça, retratando personagens bíblicos.
  • MARCOS CUNHA
23/04/2017 14h52

Alternativa no processo de ressocialização, o teatro tem sido um importante instrumento e mudado a realidade de detentos no sistema prisional do Piauí. Atualmente, dois projetos teatrais são desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

Na Penitenciária Irmão Guido, o projeto Espelho da Realidade reúne 30 detentos. Eles estão se preparando para fazer a primeira apresentação pública, com o espetáculo Justiça, que será encenado no Theatro 4 de Setembro, no dia 2 de maio, às 19h30.

Os ingressos do espetáculo estão sendo vendidos por R$ 20, na sede da Secretaria da Justiça, no Centro Administrativo, e no Theatro 4 de Setembro. O valor arrecadado com a venda deve ser destinado a projetos de ressocialização dentro dos presídios.

A peça Justiça é inspirada em uma passagem da bíblia cristã. Ao todo, oito internos da Penitenciária Irmão Guido irão atuar na peça Justiça, retratando personagens bíblicos como Jesus Cristo, apóstolos Pedro, Thiago, Judas Iscariotes, dentre outros.

Além dos detentos do projeto Espelho da Realidade, a peça também terá participação de duas atrizes do projeto Mulheres de Aço e de Flores, o outro grupo teatral do sistema prisional do estado.

  • Foto: Ascom Sejus / João AllbertOito internos da Penitenciária Irmão Guido irão atuar na peça JustiçaOito internos da Penitenciária Irmão Guido irão atuar na peça Justiça

O figurino da peça, feito de material reciclado, foi confeccionado pelos próprios detentos e pelo diretor do espetáculo, o arte-educador Valdsom Braga, segundo o qual a peça Justiça convida a sociedade a analisar, mais profundamente, a situação do encarcerado.

“A peça traz uma reflexão sobre injustiça e como a sociedade lida com isso. A ideia central é relatar as histórias de vida de personagens bíblicos que foram injustiçados pela sociedade em sua época e, a partir daí, incentivar o público a refletir sobre justiça e injustiça”, explicou Valdsom.

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