Política

José Lira decide sair do PSL e diz que partido virou “chiqueiro”

Nesta terça-feira (2), o vereador de Teresina, Luís André, assumiu o comando do diretório estadual do partido e o ex-vereador decidiu deixar a sigla.
02/04/2019 15h30 - atualizado

Nesta terça-feira (2), o vereador de Teresina, Luís André, assumiu o comando do diretório estadual do PSL. Em contrapartida, o ex-vereador Antônio José Lira anunciou a sua saída do partido do presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao Viagora, o ex-vereador explicou os motivos da sua saída e afirmou que com essa nova direção o partido foi entregue ao prefeito Firmino Filho.

“Eu vou sair por conta de que nós, que construímos o PSL no Piauí, fomos surpreendidos pela direção nacional do partido indicando como presidente estadual uma pessoa que não votou em nenhum dos candidatos do partido aqui pelo Piauí em 2018. Sou amigo pessoal do Luís André, mas isso não tem cabimento. O partido foi praticamente entregue ao prefeito de Teresina. Tem um plano de fundo aí chamado tempo de televisão”.

  • Foto: Lucas Dias/GP1ex-vereador Antônio José LiraEx-vereador Antônio José Lira.

Ainda sobre o assunto, Antônio José Lira ressalta o interesse do prefeito Firmino Filho no partido. "As pessoas têm que observar que há um plano de fundo. Ele quer o tempo de televisão. O prefeito tem consciência que a eleição é difícil, mas todos têm consciência de que qualquer candidato que ele botar vai ser um candidato competitivo. Então ele precisa de arranjos que venham somar nessa eleição difícil do candidato dele. O que quer com isso é um maior número de partidos na coligação".

Sobre o futuro do PSL no Piauí, o ex-vereador afirma: "Eu vejo pessoas de luta do PSL, como a médica Adriana Sousa, dizendo que vão conversar e exigir uma candidatura própria do partido à Prefeitura. Mas a chance do partido ter essa candidatura própria de um membro que foi candidato em 2018 é zero. O partido está nos braços do prefeito. Os vereadores Luís André, Ricardo Bandeira e Teresinha Medeiros são babadores do prefeito. O PSL não virou um puxadinho, ele virou um chiqueiro".

Novo partido

Questionado sobre o futuro político, Antônio José Lira ponderou e disse que vai para um partido com igualdade de oportunidades. "A tendência é que eu vá para um partido onde vá disputar uma eleição com igualdade de oportunidades. Em um partido que tenha candidatura própria. Alguns partidos não estão observando o fato de que, sem candidatura própria, a legenda perde muitos votos, que vão para os outros membros da coligação".

Sobre uma possível candidatura a prefeito e escolha do novo partido, Lira revela:  “Eu tinha essa vontade, de me candidatar a prefeito, mas eu acho que não é esse o momento. O partido para eleger um vereador, segundo o coeficiente eleitoral, necessita de 16 mil votos aqui em Teresina. Só que vai ser contado o voto a partir do primeiro vereador votado. Quem tiver candidato a prefeito, vamos dizer que ele tenha 50 mil votos, ele vai ter 7% do voto de legenda, ou seja, dos 16 mil votos, quando for contar o primeiro voto do vereador, ele já vai ter 3.500. Por isso que é importante uma candidatura própria à Prefeitura. Quero ir para um partido com essa candidatura. Outro ponto que eu observo é que o pré-candidato a vereador tem que ter uma história em Teresina e algo para mensurar as chances reais. Eu não vou disputar eleição para fazer graça ou ser conhecido. Vou disputar uma eleição para cumprir essa missão de fazer política e para continuar o meu mandato”.

Com relação ao novo presidente do PSL estadual o ex-vereador afirma: “Não tenho nada contra o vereador Luís André, desejo uma ótima gestão para ele, mas longe de Antônio José Lira”.

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