Política

“Saiu do sarcófago”, diz Robert Rios sobre declaração de Montezuma

O vice-prefeito rebateu declarações do ex-candidato a prefeito Kleber Montezuma, que afirmou que teria sido montado um “gabinete do ódio” na prefeitura.
12/02/2021 12h23 - atualizado

Em entrevista ao Viagora, o secretário municipal de Finanças e vice-prefeito de Teresina, Robert Rios (PSB), fez críticas a declarações recentes do ex-candidato a prefeito Kleber Montezuma (PSDB) sobre a nova administração do Palácio da Cidade.

Kleber comentou à imprensa que teria sido montado um “gabinete do ódio” na prefeitura da capital, após a suspensão dos repasses a associações sociais, retomados dias depois após recomendação do Ministério Público Estadual.

“Duvido que consiga apontar um único recurso que foi diminuído, muito pelo contrário, nós estamos mantendo todos. Já começa com a inverdade. O que é que tirou o Kleber Montezuma do sarcófago? No dia 30 de dezembro, faltando 24 horas para o Firmino entregar a prefeitura, a Semec assinou um contrato com a empresa Cet Seg de mais de R$ 1 milhão. Já tem uma suspeição sobre isso. Esse contrato foi assinado pela secretária de Educação, sucessora do Kleber. Na pressa de fazer a maracutaia, no preâmbulo do contrato, tem o nome do Kleber como secretário, mas na assinatura tem o nome da secretária. Não estou dizendo que o Kleber fez nada, mas aqui não é um gabinete do ódio, é um gabinete que apura corrupção”, disse Robert.

  • Foto: ViagoraRobert Rios faz críticas a comentários de Kleber Montezuma.Robert Rios faz críticas a comentários de Kleber Montezuma.

Para o vice-prefeito, o tucano está criando polêmica devido a alguns contratos “suspeitos” da administração anterior estarem vindo à tona.

“Dezenas e dezenas de contratos podres estão vindo à tona. Eles perderam a eleição e esses contratos estão aparecendo. Dinheiro repassado para associações que não existem, ONGs que não tem nenhuma expressividade receberam dinheiro da prefeitura. Estamos falando de mais de R$ 40 milhões, não é coisa pouca. No dia 31 de dezembro, faltando algumas horas para o Firmino entregar o cargo, ele não tinha mais nem as senhas das contas da prefeitura, porque eu tinha bloqueado tudo, mas ainda assim eles torraram R$ 27 milhões do dinheiro do povo. Então eles estão apavorados porque sabem que isso está sendo apurado, tudo isso vai para o Tribunal de Contas e para o Ministério Público. Estamos apurando contrato por contrato”, declarou.

Reforma administrativa

Robert comentou sobre o projeto enviado à Câmara Municipal de Teresina pelo prefeito Dr. Pessoa (MDB), afirmando que mesmo que o termo “reforma administrativa” tenha se popularizado, o projeto não é uma reforma de fato, trazendo apenas algumas mudanças pontuais na administração municipal.

“Não é uma reforma administrativa, são apenas poucas mudanças que serão feitas. Nesse momento, não se pode fazer uma reforma porque estamos sob uma Lei Complementar que é a Lei da Covid, que proíbe a criação de cargos, aumento salarial e aumento de qualquer despesa até 31 de dezembro desse ano. Qualquer aumento de despesa que criar, tem que cortar em qualquer lugar um valor igual. Isso impede uma reforma de substância. Esse projeto trata apenas de algumas mudanças que o prefeito propôs para dar agilidade à administração, mas ele cortou de um lado e colocou do outro, não é para economizar dinheiro”, disse Robert.

Finanças

O secretário afirmou ainda que fez uma análise das finanças da prefeitura e que foram feitos alguns cortes considerados necessários para desafogar as despesas.

“Nós continuamos a fazer cortes, apenas o estritamente necessário, mantemos apenas o essencial ao povo de Teresina. Todos os desperdícios foram cortados, até porque houve um corte bruto do governo federal. Agora com a Covid, o governo federal estava repassando muito dinheiro, os gastos com a Covid são muito altos, a folha da FMS saiu de R$ 33 milhões para 70 milhões, mais do que dobrou para o enfrentamento da pandemia. Esse é um dinheiro que não podemos cortar porque a Covid continua, foi aumentado o número de hospitais, o número de médicos, o número de UTIs. Essas despesas estavam sendo custeadas com ajuda do governo federal e essa ajuda parou de acontecer, então o município tem que arcar sozinho. Nós fizemos os cortes necessários para custear o necessário, acabou a roubalheira”, completou Robert.

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