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Coren e CRM constatam diversas irregularidades na Evangelina Rosa

Segundo a Presidente do Coren-PI, Tatiana Melo, a fiscalização tem como objetivo apurar as denúncias recebidas em relação ao aumento da taxa de infecção.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) passou por uma fiscalização na noite dessa terça-feira (12) para apurar denúncias sobre os serviços prestados na maternidade e o aumento da taxa de infecção. A fiscalização foi realizada nos horários de 18h às 21h30 pelo Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), o Conselho Regional de Medicina e o Ministério Público do Piauí (MPPI).

Segundo a Presidente do Coren-PI, Tatiana Melo, a fiscalização tem como objetivo apurar as denúncias recebidas em relação ao aumento da taxa de infecção. “Recebemos a informação que aumentou a infeção de ferida operatória e nós constatamos que realmente alguns pacientes, inclusive na UTI, encontram-se com complicações pós-cesariana. Verificamos também a falta de insumos e equipamentos”, explicou Tatiana Melo.

  • Foto: Reprodução/Street ViewMaternidade Dona Evangelina Rosa em TeresinaMaternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina

Além da presidente, a fiscal do Coren-PI, Angelane Nepomuceno, a promotora do MPE, Karla Daniela, e a presidente do CRM-PI, Miriam Perpétua participaram da visita a unidade de saúde.

Por se tratar de um problema grave, a falta de insumos foi um dos principais pontos observados. “Outra questão que também observamos é que está faltando alguns antibióticos que são prescritos em esquema. Então, tem antibiótico que o esquema é de 7 dias e quando a paciente está com 5 dias, falta o antibiótico e interrompe o esquema. Prejudicando o tratamento da paciente”, pontuou a presidente do Coren-PI.

Outro problema verificado foi com as equipes de trabalho e na limpeza em alguns setores da Maternidade. Segundo os funcionários, faltam equipes fotossensível para realização de nutrição parenteral e também equipamentos, o que acarreta em maiores riscos de infecção hospitalar para os pacientes assistidos.

Os profissionais constataram que em alguns setores a limpeza é precária. Inclusive a limpeza terminal não está sendo realizada. O procedimento deve ser previamente agendado e programado. 

Por fim, os Conselhos devem acionar os gestores estaduais de saúde para encontrar soluções para as questões apontadas. “Após observar as irregularidades, vamos dialogar com o secretário Florentino Neto para mostrar todas elas e buscar meios de solucionar os problemas encontrados. Afinal, eles representam um risco a saúde da população, além de dificultarem o trabalho das equipes que lá trabalham. No Coren, vamos realizar uma reunião de Plenário em caráter de urgência para elencar as providências necessárias para a MDER”, pontou Tatiana Melo.

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