Alunos protestam contra demissões de professores na Estácio
A manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira, 12 de dezembro, em frente ao prédio da instituição, localizado na zona Leste de Teresina.
Na manhã desta quinta-feira, 12 de dezembro, estudantes da faculdade Estácio realizaram uma manifestação em frente ao prédio da instituição, localizado no bairro São João, zona Leste de Teresina.
- Foto: Kelvyn Coutinho/Viagora
Estudantes protestam em frente ao prédio da faculdade Estácio Teresina.
Em entrevista ao Viagora, João Pedro Lima, estudante do curso de Direito e um dos coordenadores da manifestação, afirmou que a instituição não deixou claro aos estudantes os reais motivos das demissões.
“Já tive conversas com coordenadores que me disseram haver um sistema de avaliação dos professores, mas primeiro a gente quer entender esses critérios [de avaliação]. Porque tem professores que são mal avaliados pelos alunos, é uma opinião geral, e professores que são bem avaliados e mesmo assim estão saindo. Queremos saber até que ponto a opinião do aluno é relevante para eles tomarem essa decisão”, comentou.
- Foto: Kelvyn Coutinho/Viagora
João Pedro Lima, estudante de Direito e coordenador da manifestação.
João Pedro explicou que além da pauta dos professores, os alunos estão questionando a instituição sobre o cálculo dos valores de mensalidade cobrados.
“O principal tema era a demissão dos professores. A partir daí a gente foi agregando outras coisas, mais pessoas entraram no nosso grupo, cada um com suas demandas. Uma dessas demandas é a mensalidade, a gente quer entender como funciona o cálculo do valor, porque tem alunos que têm o mesmo financiamento, a mesma bolsa, a mesma forma de agregar as matérias e existe uma certa disparidade, uma diferença no valor que pode ser pequena, mas às vezes chega a ser enorme”, completou.
- Foto: Kelvyn Coutinho/Viagora
Estudantes da Estácio Teresina protestam contra demissões e valores de mensalidade.
A estudante Oneide Pimenta, que também esteve presente na manifestação, relatou que o corpo estudantil está se sentindo prejudicado financeira e educacionalmente.
- Foto: Kelvyn Coutinho/Viagora
A estudante Oneide Pimenta relatou que os alunos estão se sentindo prejudicados pela instituição.
“Tem pessoas aqui que trabalham só para pagar o curso. É uma coisa muito exorbitante. Os alunos estão revoltados, não compensa mais para alguns se desligarem da instituição porque já estão no sexto, sétimo, oitavo período. Agora inventaram uma tal de disciplina híbrida. Semestre passado, eu paguei direito penal de forma híbrida, ou seja, a metade era presencial e a outra a gente teve que assistir online, sendo que estávamos pagando pelo preço de aula presencial”, informou.
Outro lado
A faculdade emitiu uma nota de esclarecimento, informando que os desligamentos realizados fazem parte de um processo natural para qualquer instituição de ensino.
Confira a nota na íntegra:
“A Estácio informa que os desligamentos realizados fazem parte de um processo natural para qualquer instituição de ensino que periodicamente avalia a sua base de docentes, adequando-a às necessidades do mercado, demandas de cursos e às particularidades das praças em que atua. A norma coletiva da categoria prevê que eventuais movimentações de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo.
Além de atuar em total conformidade com as normas do órgão regulador e com a legislação em vigor, a Estácio reafirma seu compromisso em manter a qualidade de ensino que conquistou com muito trabalho ao longo dos últimos anos.”
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