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Conselho Municipal de Saúde pede intervenção na FMS de Teresina

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Teresina, Rodrigo Maxwell, explicou que vai apresentar queixa-crime nos Ministérios Público e Federal contra a Prefeitura de Teresina.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Teresina, Rodrigo Maxwell, afirmou na manhã desta quinta-feira (28), que vai acionar o Ministério Público para intervir na gestão da saúde pública da capital com o objetivo de garantir o continuamento do atendimento básico e com qualidade à população.

A medida acontece após a Fundação Municipal de Saúde (FMS) anunciar que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) iriam passar o final do ano fechadas, de 26 de dezembro a 2 de janeiro. Além disso, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) teve alguns equipamentos removidos por falta de pagamentos.

Segundo Rodrigo Maxwell, a saúde está sofrendo com a falta de manejo consciente dos recursos públicos por parte da prefeitura municipal. O presidente do conselho revelou que vai apresentar queixa-crime nos Ministérios Público e Federal.

“A intervenção na saúde pública é a única saída neste momento, porque nós entendemos que há má gestão dos recursos públicos. Nós também aprovamos e decidimos que vamos oferecer uma queixa-crime tanto no Ministério Público Estadual e no Ministério Público Federal, contra a prefeitura de Teresina por essa má gestão dos recursos públicos para que a gente possa solucionar esse problema da saúde, que a população não fique sem o atendimento básico que está sendo cerceado pela falta de gestão da prefeitura de Teresina”, explica.

Além disso, o gestor do Conselho Municipal de Saúde afirmou que existem diversas irregularidades que colocam a população em risco, como a falta de insumos básicos e até mesmo alimentação. Rodrigo Maxwell também pontuou que é preciso descentralizar os pontos de vacinação contra a Covid-19.

“Desde a falta dos insumos básicos para fazer curativos, procedimentos como a falta de alimentação para os pacientes e funcionários que estão sofrendo nesse momento. Desde falta de internet, corte de energia na própria sede da FMS, isso é muito grave para o funcionamento da saúde pública. Agora fomos pegos com o fechamento das UBSs nesse período de recesso, muitos casos de Covid-19 estão aumentando e precisamos fazer o teste, a vacinação está concentrada em apenas um local gerando grande aglomeração na nossa cidade”, avalia.

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