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Passageiros reclamam da falta de dinheiro para transportes em Teresina

De acordo com o presidente do Sintetro, uma das reivindicações para o fim da greve é a assinatura da convenção de motoristas e cobradores.

  • Matheus Santos/Viagora Parada de ônibus 1 / 4 Parada de ônibus
  • Matheus Santos/Viagora Parada de ônibus 2 / 4 Parada de ônibus
  • Matheus Santos/Viagora Ônibus Cadastrado 3 / 4 Ônibus Cadastrado
  • Matheus Santos/Viagora Parada de ônibus vazia 4 / 4 Parada de ônibus vazia

Nesta quinta-feira (16), completam-se quatro dias da greve geral dos motoristas e cobradores de ônibus iniciada nessa segunda-feira (13), os passageiros que precisam do transporte público já começam a ficar mais preocupados sobre como chegarão ao destino, como trabalho ou escola.

Isso, é devido à falta de dinheiro para pagar os transportes alternativos, como os carros cadastrados pela prefeitura, motoristas de aplicativo ou os famosos “ligeirinhos”, que atuam na capital.

Os passageiros relatam a dificuldade em chegar ao destino no horário, já que não sabem se os transportes alternativos irão passar, além da reclamação da falta de dinheiro para o pagamento desses transportes.

A vendedora Maria Aparecida, que já esperava um transporte a uma hora e meia, contou que em um ou dois dias de greve ainda existe a possibilidade de gastar um dinheiro a mais com o transporte, mas explica que com o passar do tempo essa possibilidade deixa de ser apenas uma possibilidade e começa a ser uma preocupação. “É preocupante, é revoltante. Eu estou aqui nessa parada a uma hora e meia e provavelmente vou ficar mais tempo ainda. A minha preocupação principal é o dinheiro, sabe? A gente tem que pagar conta, comprar comida, e esse dinheiro está indo todo direto para o lixo. Em um ou dois dias ainda dá pra pagar um transporte mais caro, mas com o passar do tempo isso vai virando um pesadelo”, conta Aparecida.

O comerciante Arthur Silva, que possui um ponto de vendas em um dos pontos de ônibus há dez anos, explica como essa greve afeta não só os passageiros, mas toda a cidade. “Isso é um descaso com a população. Eu já estou nesse ponto há dez anos e nunca vi nada parecido. Claro que já houve greves no passado, mas essa é de outro mundo. As vendas aqui caíram muito, e em todo o centro, afeta muito o comércio, a economia, a cidade inteira”, disse o comerciante.

Athur também completa, falando que as autoridades precisam ser mais responsáveis e precisam entender o lado da população. “Eu vejo as entrevistas que fazem e essas autoridades precisam ser mais responsáveis, precisam entender o lado da população. Nós vemos vereadores que entraram justamente com pautas assim, de transporte público, tem vereadores que iam para as ruas, quase derrubavam ônibus, e agora estão lá dentro, escondidos. Isso é um descaso com as pessoas que realmente precisam”, encerrou o comerciante.

SINTETRO

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí (Sintetro), Antônio Cardoso, uma das reivindicações é a assinatura da convenção de motoristas e cobradores.

STRANS

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), informou que foram cadastrados cerca de 100 veículos para circular na capital durante a greve do transporte coletivo.

De acordo com a instituição, além dos veículos cadastrados, em Teresina há 20 vans que funcionam como transporte alternativo para serem utilizadas pela população.

Prefeitura de Teresina

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, apresentou um plano que acabaria com a greve dos ônibus na capital. Nesse plano, a prefeitura compraria 150 ônibus novos, e outros 150 ônibus seriam custeados por uma empresa de transporte urbano, colocando para circular ao menos 300 ônibus em toda a cidade. A partir daí, seria estipulado um prazo para que a prefeitura, desfizesse o acordo com o SETUT.

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