Ex-prefeita de Altos entra com queixa-crime contra prefeito Maxwell da Mariínha
O procedimento foi ingressado na segunda-feira (11), junto ao Juizado Especial Civel e Criminal da Comarca de Altos.
Na segunda-feira (11), a ex-prefeita de Altos, Patrícia Maria da Silva Leal Pinheiro, ingressou junto ao Juizado Especial Civel e Criminal da Comarca de Altos com uma queixa-crime contra o atual gestor do município, Maxwell Pires Ferreira, por calúnia e difamação.
De acordo com os autos, o prefeito Maxwell publicou um vídeo em 09 de agosto deste ano, onde acusa Patrícia Leal de ter desviado R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais) da AltosPrev e roubado outros R$ 18.000.000,00 (dezoito milhões de reais) da Equatorial.
Conforme a queixa-crime, a postagem teria o objetivo de atingir sua honra, imagem e reputação na sociedade altoense, além de não trazer provas concretas acerca dos atos de corrupção relatados pelo gestor.
“Ora, Excelência, o caso objeto desta lide deixa evidente a conduta criminosa e desabonadora por parte do querelado, que simplesmente acusa a Sra. Patrícia de atos de corrupção sem qualquer tipo de prova acerca dos fatos, no único intuito de atingi-la perante a população, visto que é sua opositora e novas eleições municipais se aproximam”, pontua.
No vídeo mencionado, Maxwell da Mariínha direciona suas falas para o esposo da ex-prefeita, o deputado estadual Warton Lacerda. O prefeito afirma que o opositor está tentando confundir a cabeça do povo e passa a questionar a gestão de Patrícia Leal.
“Estou vindo aqui para descontruir uma fala de um suplente de deputado que vem tentando confundir a cabeça do nosso povo. Suplente, já que você quer tanto ajudar o nosso povo nos diga o que foi feito com o dinheiro da Altosprev, nos diga como foi contribuído na gestão da ex-prefeita, que é a sua esposa, o levante de quase 18 milhões de reais da concessionária Equatorial. Estamos trabalhando com transparência, devendo ao povo o que é do povo”, afirma em trecho do vídeo.
Diante do exposto, a ex-prefeita Patrícia Leal requer a fixação de valor mínimo de indenização pelos prejuízos sofridos, nos termos do artigo 387, IV do Código de Processo Penal na importância de 20 (vinte) vezes o valor do salário mínimo vigente.
A política ainda pede que o atual prefeito de Altos seja condenado pelos crimes de calúnia, que prevê detenção de 6 meses a 2 anos e multa, e difamação que pode resultar em três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa. "como também seja a pena máxima em concreto aplicada em conformidade com o artigo 70 do Código Penal brasileiro", diz trecho da queixa-crime.
Outro lado
O Viagora procurou o gestor para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria o prefeito não foi localizado. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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