Viagora

Homem é condenado a 15 anos de prisão por tentar matar ex-companheira em Corrente

Segundo a sentença, a vítima sofreu graves ferimentos e a filha dela desenvolveu problemas psicológicos após presenciar o crime.

O Tribunal Popular do Júri da Comarca de Corrente condenou, na última sexta-feira (10), Jeudson Nunes de Souza a 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira.

De acordo com o Ministério Público do Piauí (MPPI), durante o julgamento, o promotor de Justiça Luciano Lopes Sales sustentou a condenação do acusado. Ao final da sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, além da qualificadora de feminicídio, por entender que o ataque ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Foto: Divulgação/ MPPIBalança da justiça
Balança da justiça

Segundo o MPPI, na dosimetria, o juiz Alexandre Alberto Teodoro da Silva destacou que o crime foi motivado pela inconformidade do réu com o fim do relacionamento, demonstrando comportamento possessivo em relação à vítima. O magistrado também considerou como agravantes o fato de o ataque ter ocorrido em via pública, na presença das três filhas da mulher.

Conforme a sentença, a vítima sofreu ferimentos gravíssimos provocados por golpes de faca, permaneceu em risco iminente de morte e ainda necessita de cirurgias para tratar as sequelas das lesões. Além disso, a filha mais velha desenvolveu sérios problemas psicológicos após presenciar o crime.

Embora tenha reconhecido que o delito foi praticado na forma tentada, o juiz aplicou a redução mínima da pena, de um terço, devido à gravidade das lesões sofridas pela vítima. Apesar de o acusado responder ao processo em liberdade, foi determinada a expedição imediata de mandado de prisão, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução da pena após condenação pelo Tribunal do Júri.

A Justiça também determinou que a vítima e sua filha recebam acompanhamento de uma equipe multidisciplinar da Casa da Mulher Brasileira, no estado de São Paulo, onde atualmente residem. O atendimento inclui suporte psicológico e assistência à saúde para minimizar os impactos físicos e emocionais causados pelo crime.

Facebook
Veja também