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Mais de 140 pessoas estão na fila de espera para adotar no Piauí

No estado do Piauí, a lista de pretendentes à adoção ultrapassa, três vezes mais, a quantidade de crianças aptas a serem adotadas

No estado do Piauí, a lista de pretendentes à adoção ultrapassa, três vezes mais, a quantidade de crianças aptas a serem adotadas. Em sintonia, nesta quarta-feira (25) se comemora o dia Nacional da Adoção no Brasil, processo de acolher afetivo e legalmente, criança ou adolescentes, que seja percebido como filho.

Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) do Conselho Nacional de Justiça, há mais de 4,1 mil crianças e adolescentes aptos para adoção em todo o país.

A maior parte não está mais na faixa etária da primeira infância: 3.237 têm mais de 6 anos. Apenas 282 são bebês, com menos de 2 anos de idade. No estado, são 143 pretendentes e 40 crianças aptas à adoção.

Foto: Divulgação/TJ-PIContância e João
Contância e João

A contadora, Constância Maria de Melo, 49 anos, que ao alizar a cirurgia de esterectomia por conta de um câncer de colo de útero viu na adoção um novo caminho para seu sonho de maternidade. Em 2016, após muitas pesquisas sobre o assunto se dirigiu a Defensoria Pública com os documentos necessários decidida a ser mãe.

Constância teve contato com outras crianças antes de seu filho pois o processo exige que aja uma conexão entre quem adota e é adotado. Porém no dia 13 de agosto de 2018, foi surpreendida por uma das assistentes sociais a chamando para conhecer uma criança com somente 45 dias de vida. “A principal alegria de uma adoção é a realização de um sonho. Acredito que o João escolheu a mim. Quando eu assistia aos vídeos de adoção eu não entendia o que envolvia essa ligação. No momento que encontrei o João, a sensação era de ter vivido uma gestação completa naquele instante”, descreve Constância.

Segundo a juíza titular da 1ª Vara da Infância e Juventude, a adoção exige responsabilidade e um conjunto de fatores para que os direitos da criança/adolescente sejam garantidos.

“A adoção tem como objetivo principal atender ao maior e melhor interesse da criança ou adolescente, ou seja, dar uma criança a uma família e vice-versa, uma família para uma criança. No momento de avaliar, considera-se o conjunto de fatores e provas constantes dos autos, o relatório social/psicossocial, o parecer ministerial, com a finalidade de evitar revitimização ou novos abandonos, que são traumáticos para crianças e adolescentes já fragilizados. O processo envolve muito o emocional. Adotar é amor, é uma contribuição para o mundo, pois crianças e adolescentes precisam de cuidado e afeto para se desenvolverem melhor e fazerem diferença na sociedade. Portanto, a adoção é mais que uma doação, é um ato de amor e de coragem”, declara a magistrada Maria Luiza de Moura Mello e Freitas.

Como Adotar?

Podem adotar os maiores de 18 anos, homens ou mulheres, independente do estado civil. Deverão apresentar os seguintes documentos: CPF, identidade do pretendente(s), comprovante de residência, renda, atestado médico de sanidade física e mental, certidões negativas cível e criminal e indicar duas testemunhas que não sejam parentes.

O pretendente à adoção deve dirigir-se à Vara da Infância e Juventude ou à Defensoria Pública da sua cidade, para obter as informações. Há ainda grupos de apoio à adoção, como é o caso do CRIA, em Teresina.

Por Isadora Cavalcante.

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