Reunião sobre Reforma Trabalhista resulta em confusão no Senado
Tarso Jereissati considerou lido o relatório de Ferraço.
A reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) dessa terça-feira (23), terminou no plenário do Senado. A audiência era para realizar a leitura do texto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). O presidente da comissão Tarso Jereissati (PSDB-CE) considerou relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) como lido. O parecer foi favorável à reforma trabalhista. Houve confusão envolvendo agressões físicas e verbais. A sessão chegou a ser suspensa por uma hora.
- Foto: Divulgação/Agência Senado
Reunião sobre reforma trabalhista no Senado termina em bate boca.
Após a derrota de um requerimento que pedia o adiantamento da leitura do relatório da reforma trabalhista, parlamentares da oposição cercaram a mesa e impediram o prosseguimento da sessão. Após vários minutos de alterações e da intervenção da Polícia Legislativa, a sessão foi retomada. A votação pode acontecer na próxima semana.
Tarso Jereissati disse estar “profundamente chocado” com o ocorrido na comissão. Ele relatou ter sido alvo de “gritos” e “dedos em riste”, e disse que o microfone da presidência foi arrancado da mesa. Ele afirmou que os senadores que se opunham à leitura do relatório agiram de “maneira agressiva”, inclusive incitando manifestantes que acompanhavam a sessão dentro do plenário. Tasso disse ainda que “temeu pela sua segurança física” e precisou se abrigar na sala da secretaria da comissão.
“Se os vencidos, não aceitando o resultado [das votações], partem para a desforra física, este Senado deixa de ser o parlamento representativo de todos os brasileiros. Queria chamar todos à reflexão. Espero que o bom senso e o equilíbrio baixem sobre os senadores que fizeram isso hoje, para que possam representar uma oposição digna”, disse o senador.
Já a líder do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que a reunião da CAE foi ilegal. Segundo ela, a solenidade foi aberta se o quórum mínimo e 30 minutos atrasadas. Ela relacionou as divergências registradas na comissão à crise política que vive a política nacional, iniciados após a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014, pelo grupo político que hoje ocupa o governo.
"A intolerância foi incentivada por aqueles que nos acusam hoje, dizendo que o Brasil tinha que extirpar o PT. Puseram ódio no coração do povo e agora vêm falar como se fossem vítimas. Para mim, a maior vergonha é retirar os direitos do povo, da forma como estamos retirando, e colocar o país na crise mais grave que vivenciamos nos últimos tempos", disse a senadora.
Senado Federal
-
Chapas do PT serão oficializadas em convenção estadual neste sábado em Teresina
O encontro no Atlantic City deve oficializar candidaturas majoritárias e proporcionais e definir alianças para as eleições de 2026 -
TCE multa prefeito de Parnaíba em R$ 9 mil após constatar interferências em Conselho
A decisão foi expedida durante sessão Ordinária Virtual da Segunda Câmara, em 03 de julho deste ano. -
Levantamento aponta perfil do eleitorado piauiense para as Eleições 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o eleitorado piauiense possui grande diversidade, com aumento na representatividade dos cidadãos em relação ao gênero, cor, raça e deficiência. -
Eleições 2026: Ministério Público vai priorizar combate ao assédio eleitoral
O MP destacou que, os procuradores, ao receber notícias sobre a suspeita de irregularidade, devem tomar as medidas necessárias para apurar os casos. -
MP investiga prefeito de Piracuruca por contratações temporárias na Saúde
A Prefeitura de Piracuruca informou que não foi formalmente notificada, mas ressaltou que vem adotando medidas para regularizar e reorganizar a prestação dos serviços de saúde.
E-mail
Messenger
Linkedin
Gmail
Tumblr
Imprimir