Regina Sousa critica intenção de Damares Alves de converter índios
A pastora evangélica Damares Alves pretende converter os índios à fé cristã.
Em discurso no Plenário do Senado Federal na última quinta-feira (13), a então senadora Regina Sousa (PT-PI) criticou a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora evangélica Damares Alves, em relação ao posicionamento desta em relação ao índios. A futura ministra do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, pretende converter os índios à fé cristã.
- Foto: Agência Brasil/Regina Sousa-Facebook
Regina Sousa questiona o direito da futura ministra de converter índios a uma crença.
A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) pertence hoje ao Ministério da Justiça, mas será incorporada à pasta de Damares. Ela disse que a direção da Funai deve ser decidida depois da posse.
“Quem se importa com os povos indígenas ainda, se a Funai vai para o Ministério da Família, o ‘ministério da doutrinação’, como eu estou chamando? A própria ministra disse que quer permissão para converter os índios. Com que direito? Os índios querem suas terras demarcadas. Mas hoje tem uma frase antológica do presidente eleito dizendo que não quer índio atrapalhando o desenvolvimento do país”, criticou Regina Sousa.
A futura ministra diz que a direção da Fundação vai ser analisada com calma. “A FUNAI vai ser recebida como está e se tiver que fazer modificações na FUNAI serão lentas e graduais porque estamos lidando com o assunto. Eu sempre falo que a FUNAI é minha pérola”, contou Damares.
Defesa dos Direitos Humanos
Na semana em que comemora-se os 70 anos de assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Regina Sousa lamentou que poucas pessoas conheçam o teor do documento que, na opinião dela, seria o melhor programa de qualquer governo.
Para ela, as pessoas devem se perguntar se realmente se importam com o trabalho escravo; com o assassinato de defensores de direitos humanos; com a população que vive nas ruas; com o estupro de meninas e meninos; com o feminicídio; com a população LGBT; com os sem-terra e os sem-teto, estes últimos sempre taxados de "vagabundos".
Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Regina Sousa informou que houve 206 reuniões do colegiado nos dois últimos anos. Nesse período, segundo ela, nove sugestões da sociedade foram transformados em projetos de lei.
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