Política

Deputados irão debater o aumento das queimadas no Piauí na quarta

Proposta pela deputada estadual Teresa Britto (PV), a audiência pública será realizada na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a partir das 9h30.
08/10/2021 20h03 - atualizado

Na próxima quarta-feira (13), a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa vai reunir diversos órgãos, para discutir medidas preventivas necessárias para evitar o aumento das queimadas no Piauí.

Proposta pela deputada estadual Teresa Britto (PV), a audiência pública será realizada na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a partir das 9h30.

  • Foto: Luís Marcos/ViagoraDeputada Teresa BrittoDeputada Teresa Britto


"O Piauí registrou, em 2021, quase o dobro de queimadas em relação a 2020, e isso é resultado de uma política ambiental inexistente, além da falta de fiscalização e campanhas de conscientização contra as queimadas. Vamos reunir todas as autoridades competentes e discutir ações emergenciais, além de cobrar um planejamento para reduzir esses índices alarmantes", destaca Teresa Britto.

Foram convidados para o debate: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Equatorial Piauí, Ministério Público, Associação Piauiense dos Municípios, Câmara Municipal de Teresina, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), OAB-PI, Conselho Estadual de Meio Ambiente, Conselho Municipal de Meio Ambiente e Fundação Rio Parnaíba.

Prejuízos

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), o cerrado piauiense foi a região mais atingida, com cerca de 34 mil quilômetros destruídos nos primeiros sete meses do ano. Além dos danos à biodiversidade e de tornar a população mais vulnerável a problemas respiratórios, as queimadas podem atingir a rede elétrica, ocasionando apagões e até a interrupção no fornecimento de água em localidades onde o abastecimento depende de energia.

De acordo com a Equatorial Piauí, foram identificadas 478 ocorrências relacionadas a queimadas que prejudicaram o fornecimento de energia no primeiro semestre deste ano, o que já é praticamente 90% do alcançado em 2020.

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